Polícia

Trio que matou mãe em frente a colégio é condenado a quase 30 anos de prisão

Homens foram acusados de oito roubos além do latrocínio em Porto Alegre

Mulher foi assassinada em frente ao colégio Dom Bosco
Mulher foi assassinada em frente ao colégio Dom Bosco Foto : Alina Souza / CP Memória
Os três homens acusados de uma série de roubos que culminaram na morte de Cristine Fonseca Fagundes, em frente ao Colégio Dom Bosco em Porto Alegre, foram condenados a quase 30 anos de prisão. A sentença, proferida nessa terça-feira, é da juíza da Vara Criminal do Foro do 4° Distrito, Lourdes Helena Pacheco da Silva.

Os réus Fabrício Farias, Rafael Silveira Santa Helena e Tiago Oliveira da Silva foram acusados de cometerem oito roubos e do latrocínio (roubo seguido de morte). A pena total, por todos os crimes, foi de 29 anos, 2 meses para Fabrício e Rafael e de 29 anos, 10 meses e 8 dias de reclusão para Tiago Oliveira da Silva. Todos em regime fechado.

Interrogatório

Em depoimento à juíza, Tiago admitiu parcialmente a autoria dos fatos, mas afirmou que não tinha a intenção de cometer o crime. Já Rafael disse que precisava arrumar dinheiro para pagar a pensão alimentícia e o trio saiu para fazer assaltos. Ele disse que sua participação se restringiu a dirigir o veículo. Fabrício optou por permanecer em silêncio.

Penas


As penas fixadas para os três réus ficaram assim definidas:

Roubos
Pena definitiva de 9 anos e 2 meses de reclusão para Fabrício Farias
Pena definitiva de 9 anos e 2 meses de reclusão para Rafael Silveira Santa Helena
Pena definitiva de 9 anos, 4 meses e 8 dias de reclusão para Tiago Oliveira da Silva

Latrocínio
Pena definitiva de 20 anos de reclusão para Fabrício Farias
Pena definitiva em 20 anos de reclusão para Rafael Silveira Santa Helena
Pena definitiva em 20 anos e seis meses de reclusão para Tiago Oliveira da Silva

Caso


Na tarde de 25 de agosto, Cristine estava com a filha de 17 anos dentro do carro, um Honda Fit, na confluência entre as ruas Dr. Eduardo Chartier e Ari Marinho, aguardando o filho caçula, quando foi abordada por um homem armado (Tiago) que acabou atirando na cabeça dela.

O suspeito estava acompanhado de outros dois (Fabrício, no carona, e Rafael, na direção), que o aguardavam em um Fiat Palio vermelho que pertencia a outra vítima, mantida dentro do carro durante os crimes praticados pelo trio naquela tarde. O veículo e o seu proprietário foram abandonados pouco depois do latrocínio. Antes do latrocínio, eles haviam cometido uma série de roubos nas imediações.