Um homem morreu após ser baleado dentro de um automóvel em Caxias do Sul, na Serra, na noite desse domingo. Ele foi identificado como Maique Sandro da Silva, de 44 anos. O crime teria relação com uma antiga inimizade dele.
De acordo com a Brigada Militar, o homem sofreu disparos de revólver calibre 22 enquanto estacionava seu Peugeot 206 na Rua da Glória, no bairro Cruzeiro, por volta das 19h50min. O atirador fugiu em outro carro.
A vítima somava antecedentes por embriaguez na direção de veículo automotor, lesão corporal e violência doméstica. Além disso, respondia por tentativa de homicídio contra um desafeto, em 2015. A Polícia Civil considera que o autor do crime possa ter sido esse antigo opositor, como forma de retaliação ao ocorrido no passado.
Conforme a Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP), a vítima morava em Santa Catarina há quase uma década, mas estava em Caxias do Sul para visitar sua mãe. A mudança ao estado vizinha, segundo apuração policial, ocorreu após essa tentativa de homicídio do outro.
O delegado titular da DHPP de Caxias do Sul, Raone Nogueira, disse que, pouco antes do crime, a vítima havia se deparado com esse antigo rival ao frequentar uma cancha esportiva. Ali, brigaram novamente. O paradeiro do suspeito continuava incerto no momento desta publicação.
"Os depoimentos apontam para crime passional. E isso não quer dizer que a motivação tenha sido amorosa ou financeira. Os envolvidos, ao que tudo indica, simplesmente tinham problemas de ordem pessoal um com outro. Acreditamos que o homicídio tenha ocorrido por vingança”, avaliou o delegado Raone Nogueira.
Nogueira adicionou que o baixo calibre da arma utilizada no assassinato enfraquece a hipótese de o crime ter relação com faccionados, que geralmente usam pistolas para executar rivais. Ele enfatiza, porém, que nenhuma possibilidade é descartada.
"Jamais podemos ser taxativos na apuração policial. Os elementos que surgiram até agora realmente indicam que esse caso não tem ligação com tráfico de drogas, mas também não descartamos nenhuma hipótese. Sempre é possível que surja outra testemunha ou algum elemento que altere por completo os rumos da investigação”, ponderou o delegado titular da DHPP de Caxias do Sul.