Polícia

"Vontade livre e consciente de matar", aponta MP-RJ em denúncia contra agressores de Moïse

Órgão afirma que jovem congolês de 24 anos foi agredido como "um animal peçonhento" pelos denunciados

Crime ocorreu na semana passada
Crime ocorreu na semana passada Foto : Fernando Frazão / Agência Brasil / CP

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou, nessa segunda-feira, os responsáveis pelo assassinato de Moïse Kabagambe, no dia 24 de fevereiro. Segundo o documento, os agressores agiram com "vontade livre e consciente de matar".

"Em liberdade, os denunciados poderão causar risco à instrução criminal, em especial contra a família da vítima, pessoas socialmente vulneráveis", declarou o promotor de Justiça Alexandre Murilo Graça, ao pedir a prisão preventiva dos agressores.

Concluiu-se que o crime foi praticado por motivo fútil, com emprego de meio cruel – de acordo com o texto, "a vítima foi agredida como se fosse um animal peçonhento" – e sem possibilidade de defesa.

No dia do crime, como apontado pelo MP-RJ, a vítima de 24 anos discutiu com Jailton, conhecido como Baixinho, no quiosque Tropicália, na Barra da Tijuca. Nesse momento, o denunciado Brendon Alexander Luz da Silva, o Tota, derrubou o jovem congolês, imobilizando-o, "sendo certo que Moïse Mugenyi Kabagambe já caiu indefeso", afirmou o órgão. 

Imobilizado, Moïse foi espancado com um taco de madeira por Fábio Pirineus da Silva, o Belo. O ato foi continuado por Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, o Dezenove.

"Mesmo sem reagir, a vítima foi amarrada por Brendon e Fábio, sendo deixada caída, sem nenhuma defesa", afirmou o MP-RJ. A dupla já possuía antecedentes criminais.