Política

“É a melhor política salarial da história”, afirma Paim sobre salário mínimo

Senador gaúcho garantiu não ter sido coagido a votar pelo reajuste para R$ 545

O senador Paulo Paim (PT-RS) justificou seu voto a favor da proposta de mínimo de R$ 545 do governo Dilma, na Rádio Guaíba, nesta sexta-feira. Ele garantiu não ter sido "enquadrado" para alinhar seu voto e que a política de reajustes prevista é a "melhor da história". Paim também salientou que, para confirmar seu voto, conversou com a presidente Dilma Rousseff, para garantir negociações de benefícios aos aposentados e pencionistas.

"Eu defendo uma política permanente de salário mínimo até 2023, como havíamos acertado com o ex-presidente Lula, levando em conta inflação mais o PIB. Aí, chegaríamos aos US$ 1 mil", destacou Paim. "Ao não discutir a antecipação de R$ 15, consegui abrir com a presidente Dilma uma discussão para que o aposentado e pensionista tenha uma política de valorização dos seus benefícios, que seria zero de outra foram", salientou.

Paim argumentou que não é uma figura política que possa ser coagida a votar de uma forma ou de outra. "A mim ninguém enquadra! Vou lembrar para muitos a reforma da previdência, no início do governo Lula. Eu alertei que encaminharia proposta contrária a não ser que existísse uma contraproposta boa para votar a favor", lembrou o senador. "O presidente me chamou e perguntou o problema, disse que penalisaria os idosos, deficientes etc. Daí o Lula fez uma PEC para esta categoria. Eu construou outras alternativas, como o Estatuto do Idoso", frisou Paim.

"Estou muito tranquilo, pois derrotei aqueles que queriam derrotar a política salarial duradoura da qual sou o autor", comentou o parlamentar. "A população não percebia que o jogo não era só de R$ 5 ou R$ 10 mais, era a melhor política salarial da história do País. É uma vitória dos trabalhadores do Brasil."


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