Política

É melhor Peluso dar voto parcial do que não votar, diz Gurgel

Ministro do STF se aposenta em 3 de setembro, quando completa 70 anos

Procurador-geral afirmou que gostaria do voto completo do ministro
Procurador-geral afirmou que gostaria do voto completo do ministro Foto : Fabio Rodrigues Pozzebom / ABr / CP
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou na manhã desta terça-feira que é melhor que o ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal (STF), vote "em alguma coisa do que em nada" no processo do mensalão. Ao elogiar a votação fatiada do processo, que segue a forma adotada na denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF), Gurgel disse que Peluso "estudou os autos, conhece bem os autos e fará falta, seja em que sentido será o voto".

"Eu acho que o ideal seria que o ministro Peluso pudesse votar em tudo. Mas se isso for impossível, é melhor que ele vote em alguma coisa do que não vote em nada, porque nós estaríamos desperdiçando o conhecimento que ele tem dos autos", afirmou o chefe do MPF, antes da abertura da sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Peluso aposenta-se compulsoriamente do STF no dia 3 de setembro, quando completa 70 anos. Com a forma fatiada, o ministro não poderia votar em todos os itens da denúncia.

Ministros já dão como certo que Peluso não se manifestará sobre o tópico que acusa o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu de ser o chefe da quadrilha do suposto esquema de compra de apoio político no governo Lula. Há também dúvidas jurídicas sobre se ele poderia, mesmo com o fatiamento do julgamento, apresentar todo o seu voto antes do relator e do revisor, ministro Ricardo Lewandowski.

Gurgel elogiou o voto manifestado por Barbosa, que, nos casos envolvendo o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) e o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, acompanhou por completo a posição do MPF. O procurador-geral disse que a escolha do relator de apreciar por partes o processo facilita a compreensão do caso. Segundo ele, não há nada "confuso" na fórmula adotada pelo relator.

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