"Eu acho que o ideal seria que o ministro Peluso pudesse votar em tudo. Mas se isso for impossível, é melhor que ele vote em alguma coisa do que não vote em nada, porque nós estaríamos desperdiçando o conhecimento que ele tem dos autos", afirmou o chefe do MPF, antes da abertura da sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Peluso aposenta-se compulsoriamente do STF no dia 3 de setembro, quando completa 70 anos. Com a forma fatiada, o ministro não poderia votar em todos os itens da denúncia.
Ministros já dão como certo que Peluso não se manifestará sobre o tópico que acusa o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu de ser o chefe da quadrilha do suposto esquema de compra de apoio político no governo Lula. Há também dúvidas jurídicas sobre se ele poderia, mesmo com o fatiamento do julgamento, apresentar todo o seu voto antes do relator e do revisor, ministro Ricardo Lewandowski.
Gurgel elogiou o voto manifestado por Barbosa, que, nos casos envolvendo o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) e o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, acompanhou por completo a posição do MPF. O procurador-geral disse que a escolha do relator de apreciar por partes o processo facilita a compreensão do caso. Segundo ele, não há nada "confuso" na fórmula adotada pelo relator.