Política

Ação que mira Cláudio Castro tem empresário na lista da Interpol e procura por desembargador afastado

Justiça ainda determinou o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos financeiros

Ação que mira Cláudio Castro tem empresário na lista da Interpol e procura por desembargador afastado
Ação que mira Cláudio Castro tem empresário na lista da Interpol e procura por desembargador afastado Foto : Fernando Frazão/Agência Brasil

A operação Sem Refino, deflagrada nesta sexta-feira e que mira o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, também levou à inclusão do empresário Ricardo Magro na lista de Difusão Vermelha, da Interpol, e gerou o afastamento de um desembargador.

Por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, foram cumpridos cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal.

Um dos alvos de busca e apreensão da Polícia Federal é o desembargador Guaraci de Campos Vianna, da 6ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio. Em março, a Corregedoria Nacional de Justiça determinou o afastamento imediato das funções do desembargador, suspeito de conceder decisões favoráveis e “absurdas” em favor da Refinaria de Manguinhos, segundo a investigação. Ele ainda não se manifestou.

Em Jundiaí, no interior de São Paulo, a Polícia Federal revistou um endereço ligado ao ex-secretário estadual de Fazenda da gestão Castro Juliano Pasqual. O ex-procurador-geral do Estado do Rio de Janeiro Renan Saad também foi alvo de buscas na Operação Sem Refino. A Justiça ainda determinou o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.

A reportagem busca contato com a defesa de Cláudio Castro. O espaço está aberto para esclarecimentos. Já a defesa de Ricardo Magro e da Refit ainda não se manifestaram.

Maior devedor contumaz do Brasil

O Grupo Refit (antiga Refinaria de Manguinhos), comandado por Ricardo Magro, é apontado pela Receita Federal como o maior devedor contumaz de impostos do Brasil, com dívidas que superam R$ 26 bilhões. O grupo é investigado por fraudes bilionárias, sonegação de ICMS e lavagem de dinheiro, com foco no setor de combustíveis.

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