Política

Adão Villaverde diz que flexibilização da Lei Kiss é uma irresponsabilidade

Político teme que alterações possam abrir brechas para outros setores

Político teme que alterações possam abrir brechas para outros setores
Político teme que alterações possam abrir brechas para outros setores Foto : Fabiano do Amaral / CP Memória
Autor da Lei Kiss, o deputado estadual Adão Villaverde, do PT, lamentou hoje a flexibilização do texto e considerou como “irresponsabilidade” a ampliação de 750 para 1,5 mil metros quadrados da área mínima para uso do PPCI simplificado. De acordo com o deputado, duas problemáticas principais ocorrem nesse caso: a primeira, da ordem da segurança direta dos usuários; a segunda, no que tange às “brechas” que outros segmentos podem encontrar a partir dessa flexibilização.

Villaverde ressaltou que salões paroquiais e CTGs, entre outros espaços beneficiados pela alteração, já eram atendidos com ressalvas às especificidades de cada local, sem necessidade de mudança na lei. O temor do político reside no que chamou de “descaso à vida humana”, em referência à busca de usufruto do espaço de forma irresponsável em determinados locais. Por fim, o deputado lamentou a decisão e afirmou esperar que outra tragédia como a da boate Kiss não se repita por conta da mudança na legislação.

A Lei kiss

A Assembleia gaúcha promulgou, na segunda-feira, as alterações na lei estadual de incêndio. A alteração permite que Centros de Tradição Gaúcha (CTGs), salões paroquiais, salões comunitários e ginásios de esportes comunitários e escolares, com área máxima de 1.500 m², trabalhem com Planos Simplificados de Prevenção e Proteção a Incêndios (PSPCI). O limite para o plano simplificado até então era de 750 m².

A flexibilização é resultado de projeto de lei do agora deputado federal gaúcho Heitor Schuch (PSB), autor do texto quando era deputado estadual. Segundo ele, a não obrigatoriedade dos sprinkles (“chuveirinhos”) ou de hidrantes não põe em risco os usuários desses espaços porque os extintores e saídas de emergências seguem sendo exigidos pela lei.