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Ele vai admitir que o parlamentar, que atualmente é presidente da legenda, recebeu o dinheiro em nome do PTB, mas deve alegar que o valor foi acertado em relação à aliança para as eleições de 2004 e, não, para votar a favor do governo. A defesa do ex-deputado justifica ainda que Jefferson não tinha conhecimento da origem ilícita do dinheiro quando fez o acordo. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Jefferson recebeu dinheiro do esquema operado pelo publicitário Marcos Valério em troca de apoio político do PTB ao governo. Além do dinheiro ao partido, ele próprio teria se beneficiado do esquema, ficando com milhares de reais.
O advogado deve questionar ainda por que o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não foi incluído no processo. O pedido já foi levado ao STF repetidas vezes, sendo em todas as ocasiões rejeitadas. Reservadamente, um dos ministros afirmou que o nome de Lula não foi incluído no processo por estratégia do Ministério Público. Se Lula fosse denunciado, as investigações ficariam travadas.
Jefferson foi quem denunciou o esquema de corrupção e compra de votos de parlamentares pelo governo. Em meados de 2005, ele detalhou a arrecadação e distribuição de verba durante uma entrevista. Na época, o ex-deputado era acusado de chefiar esquema de desvio de recursos nos Correios. Após as denúncias, ele foi cassado pela Câmara dos Deputados.
Também serão apresentadas as defesas dos ex-deputados Romeu Ferreira Queiroz (na época no PTB-MG) e José Borba (PMDB-PR) e do ex-tesoureiro do PTB Emerson Palmieri. Além da acusação do MPF, já foram ouvidas as defesas de 25 dos 38 réus.
O mensalão
O mensalão foi o maior escândalo político do governo Lula. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), trata-se de um esquema montado no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comprar apoio de parlamentares e saldar dívidas de campanha com dinheiro não contabilizado, o chamado caixa 2. A acusação entende que pelo menos quatro partidos – PT, PP, PL (hoje PR) e PTB – foram beneficiados com o esquema, além da contrapartida para empresários e funcionários de instituições financeiras.
Trinta e oito nomes são réus do processo do mensalão. Os ministros do STF se esforçam para que o caso seja julgado por todos, uma vez que em setembro o ministro Cezar Peluso completa 70 anos e se aposenta da magistratura.
Com informações da Agência Estado e Agência Brasil