O principal argumento de defesa de Geiza Dias é que ela era apenas uma funcionária da SMP&B e que não tinha nenhum poder decisório, apenas executando as ordens de Valério e seus sócios. Essa foi a mesma linha seguida pela defesa de Simone Vasconcelos, que era diretora administrativo-financeira da SMP&B. Seu advogado, Leonardo Yarochewsky, abriu caminho para a defesa de Geiza, alegando que ela e Simone eram apenas “duas assalariadas”.
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Ausência de ministra motiva discussão na Corte
Após a defesa de três réus, a sessão no STF teve um intervalo de 30 minutos. Porém, na volta, a ministra Cármen Lúcia estava ausente. Ela saiu para presidir a sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que começa às 20h. A ministra disse que vai pedir as gravações em vídeo das alegações dos advogados para assistir quarta-feira de manhã, e que as considerações seriam ponderadas em seu voto.
A ausência de Cármen Lúcia não foi bem recebida pelos advogados do caso, que entraram com uma questão de ordem pedindo a suspensão da sessão desta terça-feira. “Fosse assim, eu gravaria minhas alegações de casa e os ministros ouviriam quando quisessem, tranquilamente, mas não é assim que funciona”, justificou Alberto Toron, que representa o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP). A questão foi colocada em votação na Corte, mas os ministros negaram o pedido de suspensão da sessão.
O último a sustentar a defesa é o advogado defensor de Kátia Rabello, ex-presidente do Banco Rural, que responde por responde por gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas. Ele terá até às 19h30min para falar na tribuna. Entre os réus defendidos nesta terça-feira, o empresário Cristiano Paz responde por corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas. O advogado Rogério Tolentino responde por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção ativa. A ex-diretora financeira da SMPB, Simone Vasconcelos, e a ex-gerente financeira da mesma empresa de publicidade, Geiza Dias dos Santos, respondem por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas e corrupção ativa.
O mensalão
O mensalão foi o maior escândalo político do governo Lula. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), trata-se de um esquema montado no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comprar apoio de parlamentares e saldar dívidas de campanha com dinheiro não contabilizado, o chamado caixa 2. A acusação entende que pelo menos quatro partidos – PT, PP, PL (hoje PR) e PTB – foram beneficiados com o esquema, além da contrapartida para empresários e funcionários de instituições financeiras.
Trinta e oito nomes são réus do processo do mensalão. Os ministros do STF se esforçam para que o caso seja julgado por todos, uma vez que em setembro o ministro Cezar Peluso completa 70 anos e se aposenta da magistratura.
Com informações da Agência Brasil