Política

Afonso Motta retorna a Brasília e deve se pronunciar sobre operação envolvendo possível desvio de emendas

Chefe de gabinete do deputado federal gaúcho foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal envolvendo possível desvio de valores destinados ao Hospital Ana Nery

Parlamentar deve chegar na Capital federal no meio da tarde
Parlamentar deve chegar na Capital federal no meio da tarde Foto : Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Após a Polícia Federal (PF) deflagrar operação que apura possível desvio de emendas do deputado federal gaúcho Afonso Motta (PDT) ao Hospital Ana Nery, o parlamentar está retornando a Brasília para se pronunciar e se inteirar sobre o caso. Motta não foi alvo de busca e apreensão, mas sim seu chefe de gabinete na Câmara dos Deputados, Lino Rogério da Silva Furtado.

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A reportagem buscou contato com Motta e Lino, mas não houve retorno. A assessoria do deputado informou que ele estava no Rio Grande do Sul quando a operação foi deflagrada e deve chegar à capital federal no meio da tarde. Assim que pousar no aeroporto Presidente Juscelino Kubitschek, deve se encaminhar ao Congresso Nacional onde se reunirá com o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) para tratar do tema.

Apenas depois de ter acesso aos autos das investigação e dialogar com Hugo Motta é que Afonso Motta deve falar - ou através de pronunciamento oficial, ou através da imprensa.

O chefe de gabinete, Lino Furtado, não encontra-se detido, visto que há uma investigação corrente e não houve mandado de prisão. O gabinete de Motta no Congresso não foi alvo de buscas por parte da PF.

A Operação EmendaFest investiga o suposto desvio de recursos de emendas parlamentares destinadas ao Hospital Ana Nery, em Santa Cruz do Sul. As investigações indicam que ele teria acordado o direcionamento de propina com Cliver André Fiegenbaum, diretor administrativo da Metroplan, órgão ligado ao governo do Rio Grande do Sul, em troca da indicação de emendas para o hospital. O repasse dos valores à Fiegenbaum ocorreria através de uma empresa do lobista.

A cifra acordada, segundo a PF, seria de 6% da verba enviada ao hospital. De 2023 a 2024, Afonso Motta enviou R$ 1 milhão à instituição. O hospital repassou pelo menos R$ 509 mil à companhia ligada a Fiegenbaum. A PF ainda investiga se a 'comissão' envolve emendas de outros deputados.