Política

AGU e Fazenda devem elaborar ato conjunto sobre uso de precatórios

Entidades esperam definir nova portaria até o fim de junho após reuniões com ministérios do Planejamento e Orçamento e da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos

AGU disse que bloqueio não compromete de imediato os serviços prestados pelas instituições de ensino
AGU disse que bloqueio não compromete de imediato os serviços prestados pelas instituições de ensino Foto : Sérgio Moraes / Ascom AGU / CP

A Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério da Fazenda devem editar ato conjunto para tratar do uso de precatórios pelo governo, como em casos que envolvem o pagamento da compra de imóveis de propriedade da União, Estados ou municípios e de outorgas de concessões, situação que afeta o leilão da sétima rodada de aeroportos, que licitou Congonhas e outros terminais em agosto de 2022.

A determinação pelo ato conjunto das duas pastas consta no decreto presidencial publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 15, e não dá prazo para edição da regra. O decreto estabelece que AGU e Fazenda deverão ouvir os ministérios do Planejamento e Orçamento e da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos antes da elaboração das novas regras.

Pelo decreto, o ato de AGU e Fazenda deve dispor sobre: os requisitos formais, a documentação necessária e os procedimentos a serem observados uniformemente pela administração pública direta, autárquica e fundacional na utilização dos créditos líquidos e certos decorrentes de decisão judicial transitada em julgado, nos termos do disposto no § 11 do art. 100 da Constituição; as garantias necessárias à proteção contra os possíveis riscos decorrentes de medida judicial propensa à desconstituição do título judicial ou do precatório e os demais critérios para a sua efetiva aceitação; e os procedimentos de finanças públicas necessários à realização do encontro de contas.

Em março deste ano, a AGU criou grupo de trabalho para elaborar o novo regramento, a ser implementado por meio de portaria interministerial. De acordo com a AGU, o grupo já ouviu representantes de diversos segmentos da administração pública e do setor privado com atuação no tema, e outras instituições serão ouvidas nos próximos dias, entre elas Câmara dos Deputados e Senado.

A previsão, segundo a pasta, é que, em até 15 dias, uma minuta do texto da portaria seja submetida a consulta pública pelo prazo de dez dias. Depois disso, as conclusões do grupo de trabalho serão levadas ao advogado-geral da União e ao ministro da Fazenda. "A nova portaria deverá ser publicada até o fim de junho", estima a AGU.