Política

AL aprova PLC que altera regras de aposentadoria dos PMs

Após sofrer emendas, medida respeitará direito adquirido e valerá para novos integrantes da BM

AL aprova PLC que altera Estatuto dos Militares do Rio Grande do Sul
AL aprova PLC que altera Estatuto dos Militares do Rio Grande do Sul Foto : Guerreiro / Agência ALRS / CP
Os novos ingressantes da Brigada Militar vão perder um direito consolidado no estatuto da corporação a partir da sanção de um projeto de lei complementar aprovado nesta terça-feira pela Assembleia Legislativa. A proposta deixa de contabilizar para fins de aposentadoria as licenças-prêmio não usufruídas pelos militares. O placar ficou em 32 a 16.

A oposição tentou argumentar que a retirada do benefício não vai contribuir para o aumento da segurança, mas a emenda que garantiu que somente os novos ingressantes sejam atingidos garantiu aprovação. Inclusive membros do PDT, que vêm fazendo oposição aos projetos do governo, votaram favoravelmente. Foi o caso dos deputados Eduardo Loureiro, Gerson Burmann e Gilmar Sossella.

A presidente da Associação das Esposas dos Policiais Militares e Policiais Femininas, Claudete Valau, disse que a retirada de direitos dos brigadianos vai aumentar o número de exonerações. “A promoção era a única coisa que assegurava a permanência na Brigada Militar. Estou muito triste com isso. Estamos revoltadas com esses deputados, em especial do PTB e do PDT, que dizem ser defensores dos trabalhadores. A verdade é que pensam somente no umbigo deles”, lamentou.

Após a aprovação da proposta modificando o estatuto da Brigada Militar, somente mais uma pauta foi aprovada na sessão, que durou seis horas. Um projeto que regulariza a utilização de recursos hídricos em áreas de florestas plantadas foi aprovado por 42 votos a 5. Na sequência, o quórum foi retirado e a continuidade da votação dos projetos do pacote de austeridade do Piratini ficou para a próxima semana.

Força-tarefa

Uma força tarefa vai ser realizada para vencer uma pauta de projetos do Executivo. As lideranças das bancadas aprovaram a realização de sessões plenárias extraordinárias nas próximas duas semanas, que antecedem o recesso parlamentar. Propostas polêmicas como a PEC 242, que extingue a licença-prêmio assiduidade do funcionalismo público e a continuidade da votação da PEC 261, substituindo a noção de tempo de serviço por tempo trabalhado (extingue o tempo ficto) prometem mobilizar as categorias de trabalhadores.

Conforme o chefe da Casa Civil, Fábio Branco, todas as pautas do governo serão vencidas até o recesso. “Com isso, pautas mais positivas podem ser votadas na Assembleia”, projeta. Branco não admitiu que cresceu a dificuldade de aprovação das matérias depois das sessões plenárias do fim de dezembro, mês em que foi aprovada a extinção das fundações ligadas ao governo.