Política

Alckmin indica que Motta dará prioridade a plano para aliviar impacto de tarifaço

Presidente da Câmara também teria sinalizado que irá priorizar matérias em trâmite na Casa que tratam do comércio exterior

Alckmin diz Motta irá priorizar plano de alívio ao tarifaço
Alckmin diz Motta irá priorizar plano de alívio ao tarifaço Foto : Lula Marques / Agência Brasil / CP

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, indicou nesta quarta-feira, 20, que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse "claramente" que dará prioridade às medidas do Plano Brasil Soberano - anunciadas pelo governo federal para diminuir o impacto do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Ainda de acordo com o vice-presidente, Motta também destacou que vai conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre as medidas.

Segundo Alckmin, quanto mais rápido o Congresso aprovar a Medida Provisória e o projeto de lei complementar que o governo encaminhou na esteira do tarifaço melhor - considerando especialmente que o PLP que só entrará em vigor após passar no Legislativo.

Ainda de acordo com o vice-presidente, Motta também sinalizou que dará prioridade a matérias em trâmite na Casa que tratam do comércio exterior.

As ponderações foram feitas por Alckmin após uma reunião com o presidente da Câmara sobre a agenda legislativa de interesse do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, na área de comércio exterior.

De acordo com a pasta, o pacote reúne 18 matérias - duas relacionadas à resposta ao tarifaço, 11 acordos internacionais e cinco projetos ligados a isenções, crédito, garantias e facilitação.

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Mudanças favoráveis para a área industrial

Alckmin destacou ainda que o Departamento de Comércio dos Estados Unidos estabeleceu que produtos que tenham aço ou alumínio passarão a seguir as regras da Seção 232 do Ato de Expansão Comercial, que permite tarifas específicas de produtos para promover a segurança nacional. Ele frisou que a mudança melhora a competitividade do País na área industrial.

"Se eu vendo uma máquina que tem aço, essa parte do aço, nós ficamos igual para o mundo inteiro, porque entra na sessão 232. Um instrumento domiciliar, garfo, faca, alumínio, tudo que tiver alumínio, nós entramos na 232", indicou o vice-presidente. A mudança vale para máquinas, equipamentos, motocicletas, "tudo o que tem aço ou alumínio".

"Nós fizemos a compra de 2,6 bilhões de dólares de inserção de aço e alumínio nas exportações brasileiras, que somam 40 bilhões de dólares. Ou seja, 6,4% das exportações saem dos 50% [em tarifas] e vão para a sessão 232. O que torna igual a nossa competitividade com o restante do mundo", completou.