Política

Aliados de Bolsonaro criticam prisão preventiva: "Abuso que viola a lógica jurídica"

Líder da oposição na Câmara, o deputado federal Luciano Zucco (PL-RS), afirmou que prender Bolsonaro "é um ataque direto à democracia"

Jair Bolsonaro foi preso preventivamente na manhã deste sábado (22)
Jair Bolsonaro foi preso preventivamente na manhã deste sábado (22) Foto : Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil / CP

A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro na manhã deste sábado (22) gerou forte reação entre seus aliados políticos. O senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou a medida, classificando-a como um "abuso que viola a lógica jurídica".

"Prender preventivamente quem já cumpre domiciliar e está debilitado é um abuso que viola a lógica jurídica. Fazer isso num sábado, com o Congresso desmobilizado, revela um viés político claro e tentativa de evitar escrutínio", escreveu Marinho na rede X.

Para o senador, "justiça não é ferramenta de conveniência - é princípio, e está sendo distorcido". Ele finalizou com uma mensagem de apoio: "O que não entenderam é que não se elimina um sentimento: quanto maior a arbitrariedade, mais forte se torna nossa determinação de lutar por justiça diante de tantas injustiças e perseguições. Que Deus abençoe Bolsonaro e o Brasil."

O líder da oposição na Câmara, o deputado federal Luciano Zucco (PL-RS) afirmou ao Estadão/Broadcast que prender Bolsonaro "é um ataque direto à democracia" e que o grupo resistirá. "Colocar Bolsonaro em regime fechado é desumano e injustos e se algo acontecer a Bolsonaro sob custódia, a responsabilidade será direta", disse.

"Injustiça colossal" e "brutal"

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) também se manifestou, classificando a prisão como "mais uma injustiça colossal" e a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, como "brutal". Em publicação no X, Kicis questionou a justificativa da prisão: "E a justificativa? A vigília convocada por seus aliados. Bolsonaro é inocente e a sua prisão põe em risco a vida do maior líder da direita."

Bolsonaro foi preso por volta das 6h deste sábado pela Polícia Federal em Brasília, em cumprimento à ordem de Moraes. A prisão preventiva foi determinada para garantia da ordem pública, após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocar uma vigília em apoio ao pai.

Críticas ao STF e cobrança por anistia

O deputado federal e vice-líder da oposição pelo Podemos, Maurício Marcon, postou um vídeo na rede social X afirmando que Bolsonaro não foi preso pelo ato de 6 de janeiro, que ele chamou de "golpe fictício criado por Alexandre de Moraes", mas sim a pedido da Polícia Federal por questão de ordem pública.

Marcon questionou o presidente da Câmara, Hugo Motta, sobre a votação de anistia e afirmou que o ministro do STF, Alexandre de Moraes, estaria pressionando para que os Estados Unidos retirem seu nome da Lei Magnitsky.

"Não se sabe qual é a ameaça, já que ele está calado há mais de 100 dias, preso injustamente em prisão domiciliar. Censurado", disse o deputado, acrescentando que "o que estão fazendo com esse homem, ex-líder do País, que já foi investigado diuturnamente e nada se encontrou".

"Chegou a hora do Congresso Nacional tomar uma posição firme em relação à anistia. Votei em Hugo Motta a pedido do presidente Jair Bolsonaro porque tinha um acordo de pautar a anistia para que os representantes do povo pudessem decidir se seria aprovada ou não e Hugo Motta descumpriu seu acordo até aqui", explicou Marcon. O deputado também mencionou a saúde de Bolsonaro: "Bolsonaro tem problemas de saúde grave. Bolsonaro quase perdeu a vida pelo país."

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