Política

Aliados de Bolsonaro reclamam da postura dos EUA sobre Lei Magnitsky nas redes sociais

Governo americano retirou o ministro Alexandre de Moraes e a sua esposa, além da empresa deles, da lista de sanções

Governo americano revogou sanções contra o ministro do STF e a esposa dele nesta sexta-feira, 12
Governo americano revogou sanções contra o ministro do STF e a esposa dele nesta sexta-feira, 12 Foto : CHIP SOMODEVILLA / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

Após o governo Donald Trump retirar o ministro Alexandre de Moraes da lista dos sancionados pela Lei Magnitsky, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se voltaram contra o presidente norte-americano. A decisão dos EUA também incluiu a remoção da advogada Viviane Barci, esposa do magistrado, e do Instituo Lex, empresa mantida pelo casal.

Nas rede sociais, deputados e influenciadores ligados a Bolsonaro reagiram com críticas a Trump. "Quem nasce para Trump jamais será Reagan", disse o jornalista Rodrigo Constantino na rede social X.

Na mesma plataforma, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) também criticou e disse que Trump só queria negociar. "A lei Magnitsky foi banalizada por Trump. Não existe "ex-violador de direitos humanos". Infelizmente colocamos esperanças em alguém que só queria negociar. Uma grande decepção com o Presidente americano e uma enorme lição para nós: não terceirizemos nossa responsabilidade", reclamou.

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O senador Jorge Seif Junior (PL-SC) seguiu linha semelhante. "Não existe amizade nem diplomacia entre países". Existem interesses econômicos. "As sanções começaram a cair quando pesquisas mostraram queda na popularidade de Trump e itens básicos da mesa do americano (café, suco de laranja e carne) dispararam de preço. Agora, minerais estratégicos, terras raras e pragmatismo geopolítico falam mais alto", disse ele, completando: "Ou Moraes virou um pacifista e guerreiro dos direitos humanos? Será que o Brasil virou exemplo de democracia pujante? Ou houve perdão dos presos políticos de 08/01?" Moral da história: o Brasil só se resolve por dentro, com mais senadores firmes e um novo presidente".

O deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) foi outro a reclamar. "O presente de Natal do governo dos EUA para o Brasil foi devolver o país à força política mais bem organizada daqui: corruptos e corruptores", acusou. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ) foi em linha diferente, agradecendo ao governo americano. "Obrigado @realDonaldTrump a guerra pra tirar a SUPREMA ESQUERDA do poder no Brasil será nossa, dos brasileiros, mas obrigado por toda ajuda!", disse.