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Ao vivo: Renan decide seguir votação do impeachment no Senado

Presidente da Casa rejeitou decisão que anulou processo na Câmara

Renan decide seguir votação do impeachment no Senado
Renan decide seguir votação do impeachment no Senado Foto : Jane de Araújo / Agência Senado / CP
O presidente do Senado, Renan Calheiros, anunciou na tarde desta segunda-feira que irá dar prosseguimento à votação na Casa do processo e impeachment da presidente Dilma Rousseff apesar da decisão do presidente interino da Câmara de Deputados, Waldir Maranhão, de anular votação que aprovou o processo contra Dilma. "Deixo de conhecer o ofício da Câmara e determino a sua juntada à denúncia com esta decisão", anunciou.




"Aceitar essa brincadeira com a democracia seria ficar pessoalmente comprometido com o atraso do processo. Ao fim e ao cabo, não cabe ao presidente do Senado Federal dizer se o processo é justo ou injusto", afirmou o presidente do Senado.

Renan Calheiros disse que a decisão de Maranhão é intempestiva e citou o processo de impeachment de Collor em 1992 para manter a votação no Senado. “Seguiremos fielmente o que diz a Constituição Federal, conforme o procedente de 1992, quando ocorreu com a comunicação da autorização da Câmara ao Senado por meio de um ofício e não resolução. Como poderíamos dizer que aquela de 1992 valeu e atual não?”

“Lei do impeachment é por si só fator de desestabilização política. Todos os presidentes eleitos desde 1950 passaram por pedidos de impeachment na Câmara dos Deputados”, continuou.

Com a decisão, Renan promoverá a leitura em plenário do parecer do senador Antônio Anastasia (PSDB-MG), favorável à admissibilidade do impedimento da presidenta da República. A partir da leitura do parecer, será aberto o prazo de 48 horas para a sessão de votação do relatório. Se ele for aprovado, a presidente Dilma Rousseff será imediatamente afastada do cargo.