Política

Após reunião com Dilma, Renan diz que apoiará ajuste fiscal

Encontro institucional abordou outros temas de interesse nacional

Renan diz que apoiará ajuste fiscal
Renan diz que apoiará ajuste fiscal Foto : Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), divulgou nota por meio de sua assessoria de apoio aos projetos considerados fundamentais pelo governo. Renan se encontrou com a presidente Dilma Rousseff para tratar do assunto, no Palácio da Alvorada, na manhã desta quarta. “O encontro institucional abordou temas de interesse nacional. O presidente do Senado Federal esclareceu que apesar de pessoalmente ter divergências na condução política e no ajuste fiscal como um fim em si mesmo, o Congresso Nacional, institucionalmente, irá cumprir seu papel com o propósito de retomar o crescimento da economia, a confiança e segurança jurídica, criar alternativas e aperfeiçoar a legislação”, diz a nota.

No dia que o governo anunciou um pacote anticorrupção, Renan fez questão de lembrar que o Senado já aprovou um pacote de medias “moralizantes” após as manifestações de junho de 2013. Vários desses projetos estão parados na Câmara dos Deputados.

“O presidente Renan Calheiros reiterou que o Senado Federal, sensível às demandas sociais, aprovou mais de 40 projetos moralizantes após os protestos de 2013”, destaca a nota. A assessoria do presidente do Senado destacou, entre eles, a exigência da ficha limpa para servidores; o agravamento do crime de corrupção tornando-o hediondo; a derrubada da PEC que restringia os poderes investigativos do Ministério Público e a tipificação dos crimes de contrabando e descaminho.

Também foram citadas propostas de lei como a responsabilização da pessoa jurídica que obtiver vantagens com corrupção; a definição de organização criminosa; o fim do voto secreto para perda de mandato; a prevenção e punição ao tráfico de pessoas; a cassação da aposentadoria como pena disciplinar para juízes e promotores condenados por corrupção e a perda imediata do mandato dos parlamentares condenados por improbidade, além de crimes contra administração pública, o novo Código de Processo Civil. Segundo a assessoria de Renan, esses projetos ou viraram lei, ou estão em tramitação.

O presidente do Senado já tinha tomado conhecimento, na terça-feira, das medidas que seriam apresentadas pelo governo, quando recebeu os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Secretaria de Relações Institucionais, Pepe Vargas, para tratar do assunto. Na ocasião, ele também lembrou que a Casa já tinha aprovado um pacote de medidas anticorrupção antes e pediu que o governo trabalhe na Câmara para que elas sejam aprovadas pelos deputados.