Política

Assembleia entra na Justiça contra ato que anulou indicação de conselheiro da Agergs

Recurso sustenta que governador Taros Genro desautorizou a instância parlamentar

O Parlamento gaúcho recorreu à Justiça, nesta terça-feira, para questionar o ato do governador Tarso Genro que tornou sem efeito a indicação do ex-diretor-geral do Daer no governo anterior, Vicente Brito Pereira, para compor o Conselho Superior da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs).

No documento, o procurador-geral da Assembleia Legislativa, Miguel Juchem, sustenta que a nomeação foi feita após a realização de um ato jurídico "complexo e perfeito". "Entendemos que o critério utilizado pelo governo do Estado desautorizou a instância parlamentar”, afirmou.

O procurador explicou que a Casa ingressou, via intervenção, no mandado de segurança impetrado pelo próprio Vicente Brito Pereira, contra o ato do Executivo. O nome do ex-diretor-geral do Daer foi indicado, em novembro, pela então governadora Yeda Crusius, para ocupar o cargo de conselheiro da Agers. Em seguida, Brito Pereira foi sabatinado e aprovado pela Comissão de Segurança e Serviços Públicos da Assembleia e recebeu manifestação favorável do plenário antes de ser nomeado, em 30 de dezembro. Em sete de janeiro, o governador Tarso Genro publicou ato tornando sem efeito a nomeação.

Além de considerar que compete a Tarso indicar o nome para preencher a vaga, o governo alegou, em nota oficial emitida no último dia 10, que durante a gestão no Daer, Brito Pereira assinou convênios com prefeituras para a realização de obras sem previsão orçamentária. O mandato de um conselheiro tem duração de quatro anos.


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