Política

Ausência de Celso de Mello no STF adia decisão sobre cassações

Ministro daria voto que desempata conclusão sobre perda de mandatos de condenados pela mensalão

Ministro está gripado e se ausentou da sessão nesta quarta-feira
Ministro está gripado e se ausentou da sessão nesta quarta-feira Foto : José Cruz / Agência Brasil / CP
O Supremo Tribunal Federal (STF) informou na tarde desta quarta-feira que, em função da ausência do ministro Celso de Mello, a sessão do julgamento do mensalão - que decidiria sobre a perda de mandato dos deputados condenados - foi adiada. O magistrado não compareceu ao plenário porque está gripado. A previsão é de que o julgamento seja retomado na quinta-feira. Com isso, outros temas que estão na pauta serão discutidos.

Na última sessão, a análise sobre a cassação estava empatada em 4 a 4. Celso de Mello daria o voto de desempate. O STF analisa a situação dos deputados federais João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT).

A questão é polêmica e por isso divide o plenário. A Constituição Federal tem duas interpretações sobre o tema. A primeira refere-se à condenação em ação criminal, que é a hipótese para suspensão de direitos políticos. Na segunda interpretação é aberta exceção no caso de parlamentares, atestando que somente as respectivas Casas Legislativas podem decretar a perda de mandato após processo interno específico.

Na Corte a discussão começou ainda na semana passada com as opiniões do presidente da instituição e relator da ação, Joaquim Barbosa, e do ministro-revisor, Ricardo Lewandowski. Eles apresentaram votos opostos. O primeiro defende a perda de mandato imediata por condenação criminal, enquanto o segundo diz que não cabe ao STF a intervenção política. Até agora, votaram com Barbosa os ministros Luiz Fux, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello. O voto de Lewandowski foi seguido pelos ministros Rosa Weber, Antonio Dias Toffoli e Cármen Lúcia.

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