Política

Bandeiras dos EUA marcam atos da direita no Dia da Independência do Brasil

Mobilizações em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro tiveram defesa de Bolsonaro, críticas à Justiça e apoio à anistia dos envolvidos no 8 de janeiro

PL pediu mobilização de apoiadores para reverter a inelegibilidade de Bolsonaro
PL pediu mobilização de apoiadores para reverter a inelegibilidade de Bolsonaro Foto : Ricardo Giusti

Bandeiras dos Estados Unidos dividiram espaço com as do Brasil no ato político promovido por partidos de direita neste 7 de Setembro, em diversas capitais do país. Em Porto Alegre, a mobilização reuniu apoiadores no entorno do Parque Moinhos de Vento, o Parcão, onde lideranças políticas falaram a um público que ocupou a avenida Goethe no início da tarde.

No domingo em que se celebra a Independência brasileira, os discursos foram marcados pelo apoio às sanções comerciais impostas pelos EUA ao Brasil, pela defesa da anistia aos crimes cometidos no 8 de janeiro de 2023 e por críticas ao Poder Judiciário nacional. Elogios e menções à família do ex-presidente Jair Bolsonaro também ocorreram durante todo o ato na capital gaúcha.

O deputado federal Giovani Cherini, presidente do PL do Rio Grande do Sul, sugeriu manipulação no resultado das eleições de 2022 e pediu mobilização dos militantes para reverter a inelegibilidade de Bolsonaro, condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e impedido de disputar cargos até 2030.

“Ganhamos a eleição em 22 e não levamos” afirmou.

Chamando os presentes de “verdadeiros patriotas”, Cherini voltou a defender a anistia para Bolsonaro, alegando que o Supremo Tribunal Federal realiza um julgamento com “cartas marcadas”. O parlamentar também criticou ex-aliados que se afastaram do ex-presidente:
“Muitos traidores eleitos com os votos de Bolsonaro hoje viraram as costas”, disse.

No mesmo palanque, o deputado federal Bibo Nunes (PL) atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e questionou a legitimidade das instituições nacionais. “Vejam que momento nós estamos vivendo no Brasil, onde a Justiça é totalmente politizada, uma vergonha”, afirmou.

Atos semelhantes ocorreram em outras capitais, com destaque para São Paulo e Rio de Janeiro. Na Avenida Paulista, militantes de direita estenderam uma bandeira norte-americana de grandes proporções, gesto que foi alvo de críticas da oposição, que classificou a cena como afronta à soberania nacional. No Rio, discursos também reforçaram a defesa de Bolsonaro e o ataque às instituições democráticas.

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