Apesar da posição de neutralidade do PDT e do PSol na corrida em segundo turno pelo Palácio Piratini, as alianças em torno de José Ivo Sartori (PMDB) e de Tarso Genro (PT) terão bancadas suficientes, caso consigam vitória, para aprovar projetos de lei na Assembleia Legislativa. Em ambos os casos, porém, o quórum não é o bastante para validar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o que exige 33 votos, ou 2/3 do Parlamento.
O PMDB conquistou oito cadeiras na Assembleia e o PSD, legenda do candidato a vice, mais uma. Além disso, ganhou apoio do PP, PSDB, PSB e PPS, que elegeram 15 parlamentares. Nesse cenário, a base aliada soma 24 nomes.
Já o PT elegeu 11 deputados estaduais, e os aliados – PTB, PCdoB, PR e PPL – mais nove, o que totaliza 20 parlamentares. Pela tradição de votar contra o governo, o deputado Marcelo Moraes (PTB), não pode ser incluído nessa conta. Com isso, a base cai para 19 nomes.
Com 14% do Legislativo gaúcho, o PDT elegeu oito deputados, mas não manifestou apoio, nem a Tarso, nem a Sartori. O único parlamentar do PSol também adiantou que vai manter oposição, seja qual for o eleito. O PV, com uma cadeira, toma posição até sábado. O PRB também deixou claro ainda não ter indicado quem vai apoiar no segundo turno, apesar de ter sido mencionado em uma nota da coligação que apoiou Ana Amélia Lemos no primeiro turno.
Conforme o regimento interno da Assembleia, um veto pode ser derrubado ou mantido com 28 votos, assim como aprovação de um projeto de lei complementar. Para aprovação de um projeto de lei, são necessários 15 votos, desde que haja 28 deputados em plenário.