Política

Blocos se formam na disputa pela presidência do Senado

Composições em apoio a Rodrigo Pachecho (PSD) e Rogério Marinho (PL) ganham corpo; Girão (Podemos) corre por fora

Presidência Senado promete ser acirra neste ano
Presidência Senado promete ser acirra neste ano Foto : Valter Campanato/Agência Brasil e Jefferson Rudy/ Agência Senado - Montagem

Faltando menos de uma semana para a eleição que vai definir a presidência do Senado, os blocos vão tomando forma e a disputa esquenta. Além de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que tenta a reeleição, com apoio do PT do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, confirmado nesta quinta-feira pelos senadores da legenda, outro bloco ganha corpo no apoio a Rogério Marinho (PL-RN). No próximo sábado, às 11h, será formalizada a formação de uma frente em apoio a Marinho composta, além do PL, pelo PP e Republicanos. “O bloco dá musculatura política a Rogério Marinho que deseja resgatar a independência e o protagonismo do Senado Federal, se eleito”, declarou, por meio de nota Valdemar da Costa Neto, presidente dos liberais, que articulou a formação do bloco.

Pacheco, no entanto, é considerado favorito na corrida. Até o momento, o atual presidente do Senado conta com o apoio de sete partidos. Além da sua sigla e do PT, são favoráveis a sua permanência no cargo: Rede, Cidadania, PSB, Pros e PDT. No encontro em que os senadores petistas bateram o martelo quanto à aliança, a postura de Pacheco em defesa da democracia durante os atos de 8 de janeiro e dos atos antidemocráticos de 7 de setembro do ano passado foi apontada como motivo para a união, conforme frisou o líder do partido na Casa, senador Fabiano Contarato (PT-ES).

Ainda está sendo discutido qual será o papel dos petistas na composição da mesa diretora em uma eventual vitória de Pacheco. Contarato disse nesta quinta-feira que isso não é algo que “se define de forma imediata”, dependendo da atuação de outras siglas envolvidas no bloco. Com nove senadores, o PT tem a quarta maior bancada da Casa, atrás do PL, de Marinho, do PSD, de Pacheco, e do União Brasil. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), já havia afirmado a Lula, em dezembro, que apoiaria a eleição de Pacheco.

Rogério Marinho (PL-RN) oficializou, em dezembro, a candidatura à presidência do Senado. Sua promessa é combater o que chama de “ativismo judicial”. Candidato escolhido pelo PL em alinhamento direto com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), citou, ao confirmar sua candidatura, as manifestações que ocorrem desde o fim das eleições a favor de Bolsonaro e disse que elas eram “bem-vindas”, desde que sem ferir princípios constitucionais. “Se manifestar pelo inconformismo faz parte do processo democrático”, defendeu. 

Além dos dois, correndo por fora está o senador Eduardo Girão (Podemos-CE). Girão nega que sua entrada na disputa enfraqueça o campo político da oposição. Ele acredita que “fortalece um debate que vai propiciar o reagrupamento de forças e de convergência pela renovação na Casa.”