Política

Bolsonaro e aliados já podem ser presos? Entenda os próximos passos após a condenação no STF

Ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pela Primeira Turma do STF

Defesa de Bolsonaro já anunciou que vai recorrer da decisão do STF
Defesa de Bolsonaro já anunciou que vai recorrer da decisão do STF Foto : Sergio Lima / AFP

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. A condenação, que se estendeu a outros sete réus, incluindo ex-ministros e chefes militares, abre caminho para a prisão do ex-mandatário. No entanto, o processo ainda não chegou ao fim.

A defesa de Bolsonaro já anunciou que vai recorrer da decisão. Entenda os próximos passos até a eventual prisão do ex-presidente e dos demais condenados.

Do recurso à prisão: o caminho jurídico

Prazo para Recurso: A defesa de Bolsonaro tem um prazo de cinco dias, a partir da publicação oficial da decisão do STF, para apresentar seus recursos.

Efeito Suspensivo: A condenação em primeira instância não resulta em prisão imediata. A prisão só poderá acontecer após a análise e o esgotamento de todos os eventuais recursos apresentados pela defesa. O ex-presidente, que já está em prisão domiciliar por descumprir medidas cautelares, permanecerá nessa condição até que os recursos sejam julgados.

Possibilidade de apelo internacional: A defesa de Bolsonaro adiantou que, além de recorrer no âmbito nacional, planeja levar o caso para instâncias internacionais. A condenação é considerada "absurdamente excessiva" pelos advogados do ex-presidente.

Cenário político e a busca por anistia

A condenação de Bolsonaro gerou forte reação entre seus apoiadores, incluindo o senador Flávio Bolsonaro, que prometeu "atuar com todas as forças" para conseguir uma anistia para o pai. A direita brasileira, que tem maioria no Congresso, trabalha para aprovar um perdão legislativo que incluiria os centenas de bolsonaristas já condenados pelos ataques de 8 de Janeiro de 2023. A aprovação da anistia, no entanto, é um processo legislativo complexo e dependerá de apoio político.

A decisão do STF e as reações do governo de Donald Trump, que impôs tarifas alfandegárias ao Brasil em resposta ao que considera uma "caça às bruxas", também adicionam um componente geopolítico à situação. O Itamaraty, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, já rejeitou as ameaças de Washington.