Política

Brasil já teve três presidentes presos desde a redemocratização; veja quem são

Corrupção passiva e lavagem de dinheiro motivaram os cárceres; dois dos chefes do Executivo já foram soltos

Michel Temer (MDB) foi condenado por corrupção passiva, porém teve sua sentença substituída por medidas cautelares
Michel Temer (MDB) foi condenado por corrupção passiva, porém teve sua sentença substituída por medidas cautelares Foto : Lula Marques/Agência PT/CP

Desde a redemocratização em 1988, o Brasil já teve três dos seus presidentes da República presos. Corrupção passiva e lavagem de dinheiro motivaram os três episódios. Dois dos representantes já foram soltos.

Relembre os casos:

Lula (PT)

Luiz Inácio Lula da Silva foi preso no dia 7 de abril de 2018 por suposto esquema de corrupção. Conforme apurado pela Operação Lava Jato, o atual presidente teria recebido um triplex no Guarujá como propina para favorecer a construtora OAS em contratos com a Petrobras.

Na época, o líder do Executivo foi condenado a 12 anos e um mês de cadeia. Contudo, Lula foi solto em 8 de novembro de 2019, após um ano e sete meses preso.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, em março de 2021, anulou as condenações. O plenário da Corte considerou a condenação em segunda instância inconstitucional e reconheceu a suspeição do então juiz Sérgio Moro no caso.

Michel Temer (MDB)

Em 21 de março de 2019, Michel Temer também foi preso – só que provisoriamente – em função de investigação da Lava Jato. O ex-presidente teria recebido propina em esquema de corrupção ligado à construção da usina Angra 3.

O desembargador Antonio Ivan Athié, do TRF-2, considerou que a detenção preventiva foi fundamentada em "suposições de fatos antigos" e, no dia 25 de março, Temer foi solto. Porém, voltou ao cárcere no dia 8 de maio quando o TRF-2 derrubou seu habeas corpus.

No dia 14 de maio, por unanimidade, a sexta turma do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) optou por substituir a sentença do político por medidas cautelares.

Fernando Collor (PRD)

O ex-presidente da República Fernando Collor de Melo foi preso na madrugada desta sexta-feira enquanto embarcava para Brasília. A detenção se deu após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em determinação dada pelo ministro Alexandre de Moraes. O político foi condenado a cumprir 8 anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

De acordo com investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR) em 2015, Collor recebeu R$ 26 milhões de propina entre 2010 e 2014. Na época, atuava como senador por Alagoas. O político se apropriou do dinheiro após “intermediar” contratos firmados pela BR Distribuidora, vinculada à Petrobras no período em questão.