Política

Brasil negocia instalação de escritório do MIT no país

Presidente Dilma também assinou acordo que pretende enviar 75 mil pesquisadores brasileiros ao exterior

Acordo foi assinado entre a presidente Dilma Rousseff e a presidente do MIT, Susan Hockfield
Acordo foi assinado entre a presidente Dilma Rousseff e a presidente do MIT, Susan Hockfield Foto : Roberto Stucker Filho / Presidência / AFP / CP
O governo brasileiro e o Massachusetts Institute of Technology (MIT), umas das mais respeitadas instituições de pesquisa e inovação dos Estados Unidos, iniciaram nesta terça-feira uma "nova era" de cooperação acadêmica e científica, durante visita da presidente Dilma Rousseff ao local, nos arredores de Boston. Depois de ter se reunido na segunda-feira com o presidente americano, Barack Obama, em Washington, Dilma encerra nesta terça uma curta viagem aos Estados Unidos. "Para o Brasil é muito importante o que estamos fazendo aqui. Abre um caminho que eu estou certa de que irá expandir cada vez mais", afirmou Dilma na presença da presidente do MIT, Susan Hockfield, antes da assinatura de dois acordos de cooperação para aumentar o número de estudantes brasileiros e o intercâmbio de conhecimentos tecnológicos.

Hockfield, presidente do MIT desde 2004, expressou seu "enorme entusiasmo com as portas que se abrem hoje para uma nova era" nas relações entre o Brasil e a instituição, que até 2011 tinha 77 ganhadores do Prêmio Nobel (incluindo graduados e professores) e 52 vencedores de medalhas nacionais de ciências. Como parte do crescente vínculo com o Brasil, o MIT criará um escritório no país, informou o ministro brasileiro da Educação, Aloizio Mercadante, sem confirmar datas ou outros detalhes.

Em um projeto conjunto anunciado, a Escola de Engenharia do MIT assinou um convênio com o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) de São Paulo para explorar uma colaboração que poderá dar lugar à "concepção, desenho e criação de um Centro de Inovação". Recebida por Hockfield, com quem teve um encontro particular, Dilma conduziu uma mesa redonda integrada por pouco mais de dez pesquisadores e professores, não só do MIT, como também de Harvard, da Universidade de Chicago e do Brasil. O objetivo de Dilma é impulsionar o projeto educacional "Ciência sem Fronteiras", um programa com forte investimento do governo que irá conceder 75 mil bolsas de estudo ao longo de quatro anos. A meta é avançar nas áreas de tecnologia e inovação, por meio do intercâmbio de pesquisadores, estudantes e professores entre instituições brasileiras e do exterior. Mais de sete mil interessados se inscreveram para participar do programa só nos Estados Unidos, 1.500 foram selecionados e 555 já estão em instituições americanas, segundo dados do governo brasileiro.

Após a sua passagem pelo MIT, Dilma se reuniu com o governador de Massachusetts, o democrata Deval Patrick, e depois deve ir a Harvard, também localizada em Cambridge, nas imediações de Boston. A agenda da presidente na universidade inclui um encontro com a presidente Drew Faust e, por fim, uma conferência na Kennedy School of Government (HKS, siglas em inglês), especializada em administração pública.

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