Hockfield, presidente do MIT desde 2004, expressou seu "enorme entusiasmo com as portas que se abrem hoje para uma nova era" nas relações entre o Brasil e a instituição, que até 2011 tinha 77 ganhadores do Prêmio Nobel (incluindo graduados e professores) e 52 vencedores de medalhas nacionais de ciências. Como parte do crescente vínculo com o Brasil, o MIT criará um escritório no país, informou o ministro brasileiro da Educação, Aloizio Mercadante, sem confirmar datas ou outros detalhes.
Em um projeto conjunto anunciado, a Escola de Engenharia do MIT assinou um convênio com o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) de São Paulo para explorar uma colaboração que poderá dar lugar à "concepção, desenho e criação de um Centro de Inovação". Recebida por Hockfield, com quem teve um encontro particular, Dilma conduziu uma mesa redonda integrada por pouco mais de dez pesquisadores e professores, não só do MIT, como também de Harvard, da Universidade de Chicago e do Brasil. O objetivo de Dilma é impulsionar o projeto educacional "Ciência sem Fronteiras", um programa com forte investimento do governo que irá conceder 75 mil bolsas de estudo ao longo de quatro anos. A meta é avançar nas áreas de tecnologia e inovação, por meio do intercâmbio de pesquisadores, estudantes e professores entre instituições brasileiras e do exterior. Mais de sete mil interessados se inscreveram para participar do programa só nos Estados Unidos, 1.500 foram selecionados e 555 já estão em instituições americanas, segundo dados do governo brasileiro.
Após a sua passagem pelo MIT, Dilma se reuniu com o governador de Massachusetts, o democrata Deval Patrick, e depois deve ir a Harvard, também localizada em Cambridge, nas imediações de Boston. A agenda da presidente na universidade inclui um encontro com a presidente Drew Faust e, por fim, uma conferência na Kennedy School of Government (HKS, siglas em inglês), especializada em administração pública.