Política

Cármen Lúcia condena 12 réus ligados a PP, PL, PTB e PMDB

Ministra foi a quinta a votar sobre corrupção no esquema do mensalão

Cármen Lúcia condena 12 réus ligados a PP, PL, PTB e PMDB
Cármen Lúcia condena 12 réus ligados a PP, PL, PTB e PMDB Foto : Nelson Jr. / SCO / STF / CP
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira pela condenação de 12 réus no processo do mensalão. Cármen Lúcia considerou que não houve formação de quadrilha em nenhum dos núcleos partidários. Mais cedo, Luiz Fux seguiu o relator e também condenou 12 acusados. Antes, a ministra Rosa Weber condenou dez réus por corrupção passiva. Trata-se da primeira parte do capítulo 6 da denúncia do Ministério Público Federal (MPF), sobre as acusações de corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro de políticos da base aliada ao governo Lula entre 2003 e 2004.

A ministra pediu para se manifestar antes do ministro Dias Toffoli. Ela terá de se ausentar porque seguirá para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Corte da qual é presidente.

Assista o julgamento ao vivo pela TV Justiça :




Do PP, a ministra votou pela condenação do ex-presidente do partido Pedro Corrêa, do ex-líder da bancada na Câmara Pedro Henry e do ex-assessor da legenda João Cláudio Genu pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ela também condenou os sócios da Bônus Banval, Breno Fischberg e Enivaldo Quadrado. No caso do extinto PL, Cármen Lúcia votou pela punição pelos mesmos crimes do ex-presidente do partido e deputado federal Valdemar Costa Neto, do ex-deputado Bispo Rodrigues e do ex-tesoureiro do partido Jacinto Lamas. Ela, entretanto, votou pela absolvição do ex-assessor do partido Antonio Lamas.

A ministra também considerou culpado o presidente do PTB e delator do mensalão, Roberto Jefferson, o ex-deputado federal pelo partido Romeu Queiroz e o ex-secretário-geral da legenda Emerson Palmieri. Por último, Carmén Lúcia votou pela condenação do ex-líder do PMDB na Câmara dos Deputados José Borba.

Ainda faltam votar os ministros Antonio Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e o presidente da Corte, Carlos Ayres Britto.

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