Política

Câmara discute suspensão de eleições para diretores de escolas de Porto Alegre

Tópico veio à tona após liminar obtida pelo prefeito Sebastião Melo que muda o processo eleitoral nas instituições

Escolha de diretores das escolas municipais de Porto Alegre gera impasse na Justiça
Escolha de diretores das escolas municipais de Porto Alegre gera impasse na Justiça Foto : Camila Cunha

Nesta terça-feira, a Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude, da Câmara Municipal de Porto Alegre, será pautada por um assunto polêmico. A gestão das escolas municipais da Capital centrará o debate entre os vereadores a partir das 14h. Proposto pela vereadora Juliana de Souza (PT), o tema surgiu após o prefeito Sebastião Melo (MDB) ter obtido uma liminar que suspende as eleições diretas dos diretores.

As nomeações passaram a ser responsabilidade do Executivo. A vitória judicial baseou-se em uma ação direta encabeçada pela Procuradoria-Geral do Município (PGM), que apontou como inconstitucional a lei municipal 12.659/2020.

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Em sua decisão, o desembargador Ney Wiedemann Neto, do Órgão Especial do Tribunal de Justiça gaúcho, disse que a escolha dos gestores escolares por meio de eleição pode resultar na nomeação de profissionais sem experiência administrativa adequada, o que pode comprometer o desempenho das instituições de ensino.

A Comissão onde o tópico será debatido é presidida por Rafael Fleck (MDB), vereador da base. A oposição busca trazer os holofotes para a questão, porém também entende que, por hora, não conseguirá mobilizar uma reação legislativa.

Em contrapartida, Juliana garante que tem mantido diálogos com a Defensoria Pública e articulações devem ser feitas a nível federal. “Queremos levar para Brasília”.

À reportagem, a petista enfatizou também que há um processo de “amedrontamento” dos diretores municipais em curso. “É um ataque direto à gestão democrática”, afirmou.

*Supervisão Mauren Xavier