Política

Câmara proíbe cobrança de ingresso se houver concessão de parques à iniciativa privada

Vereadores de Porto Alegre autorizaram cobrança no caso de serviços ou atividades específicas nos espaços cedidos

Quinze emendas ainda devem ser votadas em plenário
Quinze emendas ainda devem ser votadas em plenário Foto : Leonardo Contursi / CMPA / CP

Vereadores da Câmara Municipal de Porto Alegre reiniciaram, nesta segunda-feira, a votação em torno do projeto de lei n° 011/18, que autoriza o Poder Executivo a conceder os serviços de operação e administração, bem como o uso de praças e parques urbanos na cidade. No total, 19 emendas foram apresentadas ao texto original, quatro delas votadas até o momento. A votação se iniciou na segunda-feira passada e deve ser retomada na próxima quarta.

Na sessão de hoje, os vereadores rejeitaram, por 12 votos a favor e 22 contrários, a emenda de n° 2, de autoria do vereador Aldacir Oliboni (PT), que proibia a cobrança no ingresso em parques e praças, em qualquer situação. Na sequência, porém, aprovaram a emenda de n° 4, de Moisés Barbosa (PSDB), que veda a cobrança de ingresso do público, mas permite que o edital de licitação e o contrato prevejam a possibilidade de cobrança por serviços ou atividade específica. Foram 24 votos favoráveis, 2 contrários e 6 abstenções.

A votação acabou suspensa após um pedido de verificação de quórum. A confirmação de presença em plenário foi requerida pelo vereador Ricardo Gomes (PP). Por se tratar de um projeto que envolve concessão pública, o texto depende de maioria absoluta em plenário para ser avalizado – 19 votos do total de 36.

De acordo com um levantamento da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade (Smams), a Prefeitura gasta R$ 5,6 milhões por ano com a manutenção, conservação e pessoal de praças e parques. Na justificativa do projeto, o Executivo destacou que “o município enfrenta grave crise econômico-financeira”. O modelo de concessão pode ser aplicado em nove parques e 637 praças da cidade.

Saiba mais

De acordo com a proposta, as concessões serão formalizadas após licitação. O texto prevê quatro tipos de concessão: comum, patrocinada, administrativa ou pelo simples uso de bem público. O prazo é de, no máximo, 35 anos. O mobiliário do parque e demais equipamentos integrantes da concessão poderão ser objeto de exploração publicitária.