No processo, Cachoeira é acusado pelo Ministério Público de forçar uma dispensa de licitação para a contratação de um sistema de bilhetagem sul-coreana. Esse sistema seria operado por uma das empresas investigadas como integrante da organização criminosa liderada por ele.
A pressão feita pelo empresário para entrar na prestação do serviço no Distrito Federal foi confirmada pelo governador Agnelo Queiroz, durante seu depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) do Cachoeira em junho. Agnelo, no entanto, disse que a tentativa não obteve sucesso.
Além de Cachoeira, sete pessoas são investigadas no processo pelo envolvimento no caso investigado pela operação Saint Michel, executada pela Polícia Civil do Distrito Federal. Entre eles está o ex-diretor da empresa Delta Construções Cláudio Monteiro. O contraventor está preso desde o dia 29 de fevereiro, quando foi deflagrada a operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que investigou as ações da organização criminosa e suas ligações com as esferas políticas.