Política

Cachoeira teria repassado R$ 3 milhões a Demóstenes, diz procurador-geral da República

Informações de inquérito que tramita no STF vazou em site de notícias

Três horas após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski decidir compartilhar com o Congresso Nacional o inquérito que investiga o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), o site de notícias Brasil 247 publicou a íntegra do documento que está sob segredo de Justiça. De acordo com o material exposto na página, o inquérito do STF contra Demóstenes indicaria que houve um depósito de R$ 3,1 milhões do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, em favor do senador.

Lewandowski pediu que fosse mantido caráter sigiloso do documento e determinou que essa condição fosse respeitada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as denúncias de envolvimento de parlamentares com o bicheiro.

Lewandowski é relator do inquérito que tramita no STF. Além de compartilhar os dados com a CPMI, instalada esta semana no Congresso Nacional, ele também autorizou o compartilhamento de dados com o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, que analisa a representação por quebra de decoro parlamentar contra o senador goiano.

A decisão também se estende à Comissão de Sindicância da Câmara dos Deputados, que investiga os parlamentares João Sandes Junior (PP-GO) e Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), acusados de envolvimento com o empresário Cachoeira.

O empresário é suspeito de explorar jogos ilegais e foi preso na Operação Monte Carlo da Polícia Federal (PF), em fevereiro. A CPMI que leva seu nome investigará sua ligação com políticos e empresários.

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