Política

Caiado critica política econômica do PT em retomada de sessão no Senado

Expectativa era concluir a votação até as 22h, mas os senadores já admitem que isso será difícil antes das 3h

Caiado critica política econômica do PT em retomada de sessão no Senado
Caiado critica política econômica do PT em retomada de sessão no Senado Foto : Geraldo Magela / Agência Senado / CP
Na retomada da sessão que discute a admissibilidade do processo de impeachment contra a presidente da República Dilma Rousseff, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), sexto a se manifestar nesta quarta-feira, criticou a política econômica do governo do PT, que, segundo ele, tira empregos dos brasileiros e “ brinca e desrespeita a opinião pública”.




"Vamos mostrar aqui o verdadeiro golpe praticado pelo governo do PT, inciado pelo presidente Lula e continuado por Dilma”, disse o líder do Democratas. O senador afirmou que o golpe maior são os 11 milhões de brasileiros desempregados.

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Caiado disse ainda que o governo mentiu durante a campanha eleitoral de 2014 e citou o aumento da conta de energia e da gasolina, além do fechamento de 303 mil empresas e da quebra do Produto Interno Brasileiro (PIB) em 2015 e 2016.

Ao justificar sua posição pelo impedimento de Dilma Rousseff o senador criticou a redução de investimentos em programas sociais e observou que a Petrobras passou de quarta maior empresa do mundo para o posto de maior devedora. Caiado acrescentou que outra estatal, a Eletrobras, foi sucateada na gestão petista. “Estamos interrompendo um ciclo danoso”, disse.

Ronaldo Caiado também comemorou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, que no início desta tarde negou o mandado de segurança apresentado ontem pelo advogado-geral da União, que pedia a anulação do processo de impeachment contra Dilma.

Cronograma

Até o momento, o presidente do Senado Rrenan Calheiros não está conseguindo cumprir os horários anunciados ontem para a sessão de hoje. Pela manhã, os trabalhos começaram com mais de uma hora de atraso. A sessão foi interrompida no inicio da tarde 12h32 e retomada às 14:30, mais de uma hora depois do horário previsto pelo senador. A expectativa era concluir a votação até as 22h, mas os senadores já admitem que isso será difícil antes das 3h da manhã.

Após a fala dos 68 senadores inscritos, o relator do caso na comissão especial do impeachment, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), terá 15 minutos para reforçar os argumentos de seu relatório favorável a admissibilidade do processo. O último a falar, antes da abertura do painel eletrônico para a votação, será o titular da AGU, José Eduardo Cardozo, também por 15 minutos.