Política

Calheiros descarta leitura no plenário de MPs em votação na Câmara

Presidente do Senado alega descumprimento de prazo para apreciar texto aprovado hoje que reduz tarifa de energia

Depois da MP dos Portos, presidente do Senado disse que a Casa não apreciaria nada com menos de sete dias de análise
Depois da MP dos Portos, presidente do Senado disse que a Casa não apreciaria nada com menos de sete dias de análise Foto : Wilson Dias/ABr/CP
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), descartou nesta terça-feira a leitura, em plenário, das medidas provisórias (MPs) em votação na Câmara dos Deputados. “Não. Não vou ler nenhuma das duas”, informou o senador, por telefone, à secretária-geral da Mesa Diretora da Casa, Cláudia Lyra.

Entre os textos, está Medida Provisória 605, que permite o uso de recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para compensar descontos concedidos a alguns setores na estrutura tarifária e viabilizar a redução da conta de luz, vigente desde janeiro deste ano. Já a MP 601/12 estende os benefícios fiscais da desoneração da folha de pagamento a setores da economia, como o da construção civil e do comércio varejista.

Mais cedo, técnicos do Senado consideravam possível a votação das duas medidas provisórias na próxima segunda-feira, se fossem lidas hoje em plenário. Regimentalmente, isso abriria uma brecha para que as MPs encerrassem o rito de tramitação sem ferir o compromisso de Renan Calheiros de não apreciá-las sem que os senadores tivessem prazo de sete dias para analisá-las.

“Houve um compromisso, assumido em plenário no dia 16 de maio, durante a votação da MP dos Portos, de que o Senado precisaria de sete dias. Eu não entendo qual é a dúvida de vocês (jornalistas): a questão não é política, é matemática”, disse Renan pouco antes da conversa com Claudia Lyra.

No dia 16 de maio, o presidente do Senado reclamou do curto prazo dado para deliberação da MP 595 e disse que seria a última vez que isso aconteceria na Casa. “Enquanto eu for presidente isso não vai mais acontecer. Se a Câmara mandar qualquer MP com menos de sete dias, não vamos pautar a matéria. Deixo absolutamente claro que esta será a última vez", afirmou.

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