Política

Câmara de Cachoeirinha aprova impeachment do prefeito e vice

Cassação do mandatário municipal teve 14 votos favoráveis e três contrários

Cristian Wasem (de branco) e seu vice João Paulo Martins (à esquerda) acompanharam parte da sessão in loco
Cristian Wasem (de branco) e seu vice João Paulo Martins (à esquerda) acompanharam parte da sessão in loco Foto : Divulgação/Câmara de Cachoeirinha/CP

A Câmara de Cachoeirinha, aprovou/rejeitou o impeachment do prefeito Cristian Wasem (MDB), e do seu vice, delegado João Paulo Martins (PP). A sessão extraordinária teve início às 10h desta sexta-feira e seguiu até 23h40min. O placar foi de 14 votos favoráveis à cassação contra três. Eram necessários 12.

Agora, a presidente da Câmara, Jussara Caçapava (Avante), deverá assumir a prefeitura de forma interina até que o Tribunal Superior Eleitoral (TRE-RS) marque a data de nova eleição. Por esse motivo, Jussara não comandou a sessão que cassou o prefeito, ficando sob responsabilidade do vereador Gilson Stuart (Republicanos).

Na tribuna, vereadores contrários e favoráveis ao impeachment se revezaram na tribuna.

Wasem está sendo investigado em dois processos por infrações político-administrativas. Ele é acusado de adiar as contribuições patronais do Instituto de Previdência dos Servidores (Iprec) e “maquiar” as contas da entidade para melhorar artificialmente o resultado fiscal – em uma espécie de “pedalada fiscal” –, transformando o Iprec em uma fonte de financiamento para a prefeitura e criando um passivo milionário.

Os vereadores também alegam que o prefeito tentou intimidar a atuação da Câmara durante as investigações, através de mensagens ameaçadoras em grupos, enviadas por um assessor ligado a ele. Além de desligar funcionários em cargo de comissão vinculados à presidente do Legislativo, Jussara Caçapava; e membros da comissão processante.

O vice-prefeito, João Paulo Martins (PP), é acusado de, no cargo de prefeito, realizar uma contratação emergencial de forma ilícita, após suspender sem motivos uma licitação regular já em curso. Segundo o relatório da comissão, Martins teria ligação com a empresa contratada.

Em nota alegou que os crimes os quais é acusado “não se comprovam nos autos” e tratam de perseguição política.

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