Nesta quarta-feira, a Câmara Municipal de Ijuí promulgou uma lei que aumenta o salário do prefeito da cidade para R$ 37.404. Atualmente, Andrei Cossetin (PP) ocupa a posição. A remuneração dele é superior a do governador do Estado, que fica na casa dos R$ 35 mil. O texto prevê o reajuste salarial dos agentes políticos, o que inclui também o vice-prefeito, secretários e vereadores. De acordo com a proposta, trata-se da recomposição das perdas inflacionárias.
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A iniciativa foi idealizada pela mesa diretora da Casa. A matéria foi aprovada em plenário por 10 votos a favor e 5 contrários e seguiu para sanção de Cossetin. O chefe do Executivo, no entanto, não validou nem vetou a proposta. Ele optou por silenciar, fazendo-a retornar para o Legislativo. Nesse cenário, o presidente da Câmara – que hoje é Gilmar Bischoff (PSD) – é obrigado legalmente a promulgar o texto. Dito e feito.
A disparidade entre o salário de prefeito de Ijuí e governador do Estado não é fato novo. Em 2023, o colegiado aprovou outro aumento salarial. Na época, o vencimento do cargo saltou de R$ 25 mil para R$ 36 mil. A deliberação foi feita em sessão extraordinária convocada por Andrei Cossetin (primeiro mandato) e o projeto tramitou em regime de urgência.
Repercussão
O episódio gerou repercussão. A nova lei causou ruído e motivou a Câmara Municipal de Ijuí a divulgar uma nota de esclarecimento nesta quarta-feira. De acordo com o ofício, a medida aprovada não configura um novo aumento salarial, mas sim a “manutenção do valor que foi instituído em 2023”. O Legislativo entende que a proposta trata apenas da revisão geral anual dos vencimentos, e não da fixação de novos subsídios.