Porto Alegre encerrou 2025 com a maior variação no IPCA – a inflação – do País: 0,63%. A variação acumulada da Capital no ano chegou a 4,79, ficando à frente de outras regiões pesquisadas. Os dados são do Instituto de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta sexta-feira.
Os dois resultados ficaram acima da média nacional que apontou uma inflação de 0,33% no último mês do ano passado, enquanto o Brasil encerrou 2025 com variação acumulada de 4,26%.
Esse resultado foi impulsionado, principalmente, pela energia elétrica residencial, que saltou 3,90% na capital gaúcha devido a reajustes em concessionárias locais, e pelo transporte por aplicativo, que disparou 17,75% na região. Com isso, a variação acumulada de 2025 em Porto Alegre atingiu 4,79%.
Transportes e Alimentação ditam o ritmo nacional
No cenário geral, o grupo Transportes exerceu a maior pressão sobre o índice, com alta de 0,74%. O subitem de maior impacto individual foram as passagens aéreas (12,61%), seguidas pelos combustíveis, que voltaram a subir após um período de queda. Já o grupo Alimentação e bebidas interrompeu uma sequência de quedas na alimentação no domicílio, registrando alta de 0,27%. Carnes (1,48%) e itens de hortifrúti, como a cebola (12,01%), foram os principais responsáveis pelo aumento, enquanto o leite longa vida deu trégua ao consumidor com queda de 6,42%.
- Inflação encerra 2025 com alta acumulada de 4,26%, aponta IBGE
- Lula sanciona Lei do Devedor Contumaz, com cinco vetos
Queda na Habitação ameniza o índice geral
O único grupo a registrar variação negativa em dezembro foi Habitação (-0,33%). Esse movimento foi possível graças à redução no custo da energia elétrica em diversas partes do país, motivada pela mudança da bandeira tarifária vermelha patamar 1 em novembro para a bandeira amarela em dezembro. No entanto, em cidades como Porto Alegre, esse alívio foi anulado por reajustes tarifários locais que mantiveram o item em alta no balanço regional.
INPC também aponta Porto Alegre no topo
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com rendimento de um a cinco salários mínimos, seguiu a tendência e registrou alta de 0,21% em dezembro. Novamente, Porto Alegre liderou o ranking regional com variação de 0,57%, refletindo o impacto direto do aumento das carnes (2,04%) e, mais uma vez, da conta de luz (3,87%) no orçamento das famílias gaúchas de menor renda.