Política

Câmara derruba tentativa do PL de votar PEC que previa adoção da escala 4x3

Oposição buscou manobra para dificultar aprovação do texto original alavancado pelo governo Lula

Outo ponto de divergência entre governo e Congresso foi a fixação de um período de transição
Outo ponto de divergência entre governo e Congresso foi a fixação de um período de transição Foto : Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados / CP

O plenário da Câmara aprovou na noite desta quarta-feira, por votação simbólica, a preferência para o texto que define escala 5 x 2. Na prática, o plenário enterrou os destaques do PL e do PSOL para dar preferência à jornada 4 x 3.

A aprovação veio depois de uma manobra de governistas, que apresentaram uma “emenda aglutinativa”, de mesmo teor do relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) e que foi apresentada pouco antes da votação. “O plenário não sabe nem o que está votando. É uma aglutinativa que acabou de subir no sistema. Vossa Excelência sabe o que está no texto”, questionou o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Durante as negociações envolvendo a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), um dos principais pontos de divergência entre governo e Congresso foi a fixação de um período de transição para o fim da escala 6x1 (seis dias trabalhados e um de descanso) e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

Inicialmente, o governo defendia a ideia de implementação imediata, mas um acordo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), acabou definindo um prazo de 14 meses para a entrada em vigor das medidas. Segundo a transição proposta, a jornada cairia para 42 horas semanais 60 dias após a promulgação da PEC; 12 meses depois, haveria uma nova redução para chegar a 40 horas semanais.