“Uma coisa é um país, outra um fingimento. Uma coisa é um país, outra um monumento. Uma coisa é um país, outra um aviltamento.” Esse é o trecho do livro “Que país é este?” – de Affonso Sant’ana – que a ministra Cármen Lúcia parafraseou no início de seu voto. Nesta quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) deu seguimento ao julgamento do núcleo crucial da trama golpista com a manifestação da magistrada.
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Além disso, a jurista também mencionou uma conversa presente na obra “História de um Crime”, de Victor Hugo. Nela, dois personagens discutem a legitimidade de uma tentativa de golpe de Estado, percorrendo temas como democracia, relações de poder e autoritarismo.
Em um momento posterior, a Cármen Lúcia ainda citou outro livro: A Máquina do Golpe, de Heloisa Murgel Starling. “Golpes eclodem em uma dinâmica de crise onde se beneficiam seu protagonistas, capazes de entender que estão diante de uma circunstância institucional com potencial disruptivo”, parafraseou a ministra.
Logo na sequência, de forma complementar, ela traz à tona a obra de Newton Bignotto, “Golpe de Estado: História de uma ideia”. “Se uma das condições para o sucesso de uma conspiração é manutenção do segredo das tratativas, do lado dos que as combatem, desvelar a trama dos conspiradores para o grande público é ao mesmo tempo um passo essencial e cheio de riscos”, disse a jurista, fundamentando o seu posicionamento.