Política

CCJ aprova relatório que pede cassação de Demóstenes

Matéria será votada no plenário do Senado na próxima quarta-feira, dia 11

Demóstenes Torres é suspeito de ter ligações com Carlinhos Cachoeira
Demóstenes Torres é suspeito de ter ligações com Carlinhos Cachoeira Foto : Valter Campanato / ABr / CP
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira, por unanimidade, o relatório do senador Pedro Taques (PDT-MT) que pede a cassação do mandato do senador Demóstenes Torres (DEM-GO). A votação ocorreu de forma nominal e aberta. O parlamentar goiano é acusado de manter relações ilegais com Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso desde fevereiro por suspeitas de corrupção, exploração de jogos ilegais e outros crimes.

Agora a matéria será votada em plenário. Para cassar o mandato do parlamentar, são necessários 41 votos de um total de 80, já que o próprio senador, por ser parte no processo, não pode ser incluído. A votação em plenário é feita de forma secreta.

No relatório apreciado nesta quarta-feira, de 28 páginas, o senador Pedro Taques descrevue todo o processo que culminou com o parecer do Conselho de Ética do Senado pela cassação de Demóstenes Torres, depois que o P-Sol entrou com representação para apuração de comportamento incompatível com o decoro parlamentar. Ele alegou que todos os ritos constitucionais, inclusive o que garante a ampla defesa do parlamentar, foram respeitados durante o processo. “Em todos os momentos, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar se preocupou em interpretar as normas da forma mais favorável ao representado, nunca negando a palavra a ele ou ao seu procurador, mesmo quando os dispositivos regimentais não previam essa possibilidade de forma expressa”, informa o documento.

Demóstenes não compareceu à reunião da CCJ. Durante a sessão, o advogado do senador, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que houve cerceamento da defesa, que não pôde comprovar, durante o processo, que as gravações da Polícia Federal apresentavam indícios de ilegalidade. O defensor afirmou que o parlamentar tem sido vítima de um prejulgamento baseado em provas ilegais e em vazamentos “criminosos”. "É um massacre que dura mais de três meses", afirmou.

Com informações da Agência Senado e Agência Brasil

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