Agora a matéria será votada em plenário. Para cassar o mandato do parlamentar, são necessários 41 votos de um total de 80, já que o próprio senador, por ser parte no processo, não pode ser incluído. A votação em plenário é feita de forma secreta.
No relatório apreciado nesta quarta-feira, de 28 páginas, o senador Pedro Taques descrevue todo o processo que culminou com o parecer do Conselho de Ética do Senado pela cassação de Demóstenes Torres, depois que o P-Sol entrou com representação para apuração de comportamento incompatível com o decoro parlamentar. Ele alegou que todos os ritos constitucionais, inclusive o que garante a ampla defesa do parlamentar, foram respeitados durante o processo. “Em todos os momentos, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar se preocupou em interpretar as normas da forma mais favorável ao representado, nunca negando a palavra a ele ou ao seu procurador, mesmo quando os dispositivos regimentais não previam essa possibilidade de forma expressa”, informa o documento.
Demóstenes não compareceu à reunião da CCJ. Durante a sessão, o advogado do senador, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que houve cerceamento da defesa, que não pôde comprovar, durante o processo, que as gravações da Polícia Federal apresentavam indícios de ilegalidade. O defensor afirmou que o parlamentar tem sido vítima de um prejulgamento baseado em provas ilegais e em vazamentos “criminosos”. "É um massacre que dura mais de três meses", afirmou.
Com informações da Agência Senado e Agência Brasil