Política

CCJ encerra sessão sem votar denúncia contra Temer

Nova reunião foi marcada para esta quarta-feira às 10h

Nova reunião foi marcada para esta quarta-feira às 10h
Nova reunião foi marcada para esta quarta-feira às 10h Foto : Will Shutter / Câmara dos Deputados / CP
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) encerrou sessão, na noite desta terça-feira, sem votar denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco. Uma nova reunião foi marcada para as 10h desta quarta-feira, quando a questão poderá ser votada.

Os deputados analisam o parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que recomenda que a Câmara não autorize a abertura de processo pelos crimes de organização criminosa e obstrução da Justiça.

Primeiro a discursar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) disse nesta terça-feira, que a população apoia cada vez mais a instauração de processo contra o presidente Michel Temer. Em um discurso forte, o deputado de oposição disse que a "quadrilha" do PMDB continuou praticando crimes e que o grupo usou cargos para roubar o Estado brasileiro. "Temer usa o cargo para praticar crimes", acusou.

Primeiro a discursar entre os governistas, Pedro Fernandes (PTB-MA), elogiou o relatório do tucano Bonifácio de Andrada (MG). "Vim homenageá-lo", afirmou o deputado, que não é membro da CCJ e falou por menos de 10 minutos. Em seu discurso, Fernandes disse que o País precisa ser levado com "seriedade", por isso apoiava a rejeição da denúncia.

Obstrução

Para postergar os trabalhos, a oposição pediu logo no início da reunião a leitura da ata da sessão anterior. O presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), levou meia hora lendo a ata. Vice-líder do governo na Câmara, Darcísio Perondi (PMDB-RS), questionou a manobra de obstrução e lembrou que houve um acordo entre líderes para que não houvesse tentativa de obstrução ou apresentação de requerimento de encerramento de discussão. "Isso sinaliza uma tendência de esquecimento talvez do nosso acordo", disse Perondi.