Postal disse ainda estranhar por que os nomes do governador Tarso Genro e do comandante dos Bombeiros no Estado, coronel Guido Pedroso de Melo, não estejam entre os responsabilizados, já que foi atribuída culpa ao prefeito. “Essas pessoas também têm a mesma corresponsabilidade (que Schirmer) nos cargos que estão”, questionou.
A polícia justificou, na sexta-feira, que os nomes de ambos não foram incluídos porque não tinham o “comando direto” das ações ou omissões que contribuíram para a tragédia. Para a PC, o chefe do Executivo em Santa Maria deveria ser investigado por improbidade administrativa e homicídio culposo.
Também na sexta-feira, logo após tomar conhecimento do resultado do trabalho de investigação, o prefeito colocou em dúvida a apuração policial: "O delegado imputa a mim eventual responsabilidade por nomear assessores e não repete o mesmo raciocínio na esfera estadual”. Disse ainda que o delegado Marcelo Arigony está tentando prejudicá-lo.
Postal informou que na reunião da Executiva será definida a posição oficial do partido a respeito do caso. “Nós temos que fazer uma reflexão antes de querer colocar o Chefe de Polícia ou de colocar (o nome de) outras pessoas no meio”. A data e horário do encontro devem ser divulgados nesta segunda-feira.
Apesar de não constar entre os 16 indiciados na esfera criminal por ter foro privilegiado, Schirmer aparece duas vezes – por improbidade administrativa e crime de homicídio culposo – na lista de pessoas contra as quais a polícia afirma ter encontrado indícios de responsabilização. O Judiciário irá definir se ele deve responder processos com base nos apontamentos da investigação.