Política

Citação de Schirmer tem "propósito político”, reclama PMDB

Executiva do partido vai se reunir nesta semana para debater inquérito da Kiss

Executiva do partido vai se reunir nesta semana para debater inquérito da Kiss
Executiva do partido vai se reunir nesta semana para debater inquérito da Kiss Foto : Mauro Schaefer
A Executiva estadual do PMDB vai se reunir nesta semana para discutir a responsabilização pela tragédia na boate Kiss atribuída pela Polícia Civil (PC) ao prefeito de Santa Maria, Cezar Schirmer (PMDB). Ele foi um dos 28 que, segundo a investigação, foram responsáveis pelo incêndio no dia 27 de janeiro, que matou 241 pessoas. O 1º vice-presidente da agremiação, deputado estadual Alexandre Postal, classificou a ação policial como sendo “de propósito político”. 

Postal disse ainda estranhar por que os nomes do governador Tarso Genro e do comandante dos Bombeiros no Estado, coronel Guido Pedroso de Melo, não estejam entre os responsabilizados, já que foi atribuída culpa ao prefeito. “Essas pessoas também têm a mesma corresponsabilidade (que Schirmer) nos cargos que estão”, questionou.

A polícia justificou, na sexta-feira, que os nomes de ambos não foram incluídos porque não tinham o “comando direto” das ações ou omissões que contribuíram para a tragédia. Para a PC, o chefe do Executivo em Santa Maria deveria ser investigado por improbidade administrativa e homicídio culposo.

Também na sexta-feira, logo após tomar conhecimento do resultado do trabalho de investigação, o prefeito colocou em dúvida a apuração policial: "O delegado imputa a mim eventual responsabilidade por nomear assessores e não repete o mesmo raciocínio na esfera estadual”. Disse ainda que o delegado Marcelo Arigony está tentando prejudicá-lo.

Postal informou que na reunião da Executiva será definida a posição oficial do partido a respeito do caso. “Nós temos que fazer uma reflexão antes de querer colocar o Chefe de Polícia ou de colocar (o nome de) outras pessoas no meio”. A data e horário do encontro devem ser divulgados nesta segunda-feira.

Apesar de não constar entre os 16 indiciados na esfera criminal por ter foro privilegiado, Schirmer aparece duas vezes – por improbidade administrativa e crime de homicídio culposo – na lista de pessoas contra as quais a polícia afirma ter encontrado indícios de responsabilização. O Judiciário irá definir se ele deve responder processos com base nos apontamentos da investigação.


 
 




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