Eliana se reuniu nesta quarta-feira com Lima, o ex-corregedor-geral do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Cândido Ribeiro, e o juiz federal Leão Aparecido Alves, que se declarou suspeito para atuar no caso.
No encontro, a corregedora repetiu o relato que Lima fez em ofício encaminhado à Corregedoria do Tribunal Regional Federal (TRF) e divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo. O juiz disse que não tinha mais condições de permanecer à frente da investigação especialmente depois que seus pais foram procurados em casa por policiais.
"O juiz deu as razões, disse que se sentia cansado, extenuado, e que gostaria de sair. No nosso entendimento, deixá-lo depois que ele disse que está cansado seria um ato de desumanidade", afirmou Eliana.
O grupo de Cachoeira contava com o apoio de 40 policiais civis, militares e federais. A abordagem dos pais do magistrado por um policial foi vista pelo juiz como uma ameaça velada. Ex-delegado da PF, Lima foi removido, a pedido, da 11ª Vara Federal em Goiás para a 12ª Vara.
Antes de deflagrada a Operação Monte Carlo, ele já havia pedido o respaldo da CNJ para permanecer no caso. Em conversa reservada, contou à corregedora que não tinha apoio dos colegas, que as provas que ele colhera estavam sendo desqualificadas e que, para completar, estava sob ameaça.
Eliana deve chamar, nos próximos dias, o novo juiz do caso, Alderico Rocha Santos. De acordo com ela, a corregedoria quer garantir que ele tenha independência para atuar no processo.