Política

Com voto de Gilmar Mendes, maioria do STF condena Genoino por corrupção

Um voto pode condenar ex-ministro José Dirceu

Terceiro a votar na sessão desta terça-feira do julgamento do processo do mensalão, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes votou pela condenação do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e do  ex-presidente do PT José Genoino pelo crime de corrupção ativa. Com isso, Genoino foi considerado culpado pela maioria dos ministros. Para Dirceu, mais um voto pode condená-lo. Os magistrados ainda podem mudar de voto até o fim do julgamento.

A etapa analisada pela Corte trata das acusações de corrupção ativa no governo Lula, entre 2003 e 2004. Entre os dez acusados, está a antiga cúpula do PT formada por Dirceu, Genoino e pelo ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. Também são acusados o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto e Marcos Valério, além de ex-sócios e ex-funcionários das agências de publicidade dele. Além de Genoino, Delúbio e o núcleo publicitário também já foram condenados pela maioria nesta terça.

Assista ao julgamento pela TV Justiça:



Gilmar Mendes condenou oito réus. Além de Dirceu e Genoino, considerou culpados também Marcos Valério, Cristiano Paz, Delúbio Soares, Ramon Hollerbach, Rogério Tolentino e Simone Vasconcelos. Ele inocentou apenas Geiza Dias e Anderson Adauto. Depois de Gilmar Mendes, ainda faltam votar sobre o capítulo os ministros Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e o presidente do STF, Carlos Ayres Britto.

Mensalão

O STF analisa o processo do mensalão desde o dia 2 de agosto, quando voltou do recesso de julho. Até agora, dos sete capítulos da ação penal, três foram concluídos e o quarto é o que está em andamento. Desde então, a Corte concluiu que houve desvio de dinheiro púbico na Câmara dos Deputados e no Banco do Brasil, gestão fraudulenta no Banco Rural, lavagem de dinheiro promovida pelo núcleo financeiro e publicitário e corrupção passiva entre os partidos da base aliada (PP, PL, PTB e PMDB).

Ainda falta decidir sobre corrupção ativa (segunda metade do Capítulo 6), lavagem de dinheiro entre integrantes do PT e o ex-ministro Anderson Adauto (Capítulo 7), lavagem de dinheiro e evasão de divisas do publicitário Duda Mendonça e de sua sócia Zilmar Fernandes (Capítulo 8), e formação de quadrilha entre políticos do PT e o núcleo publicitário (Capítulo 2).

Com informações da Agência Brasil e Agência Estado

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