Política

Comissão do Impeachment marca leitura de relatório para amanhã e votação na sexta

Não será aberta nova discussão sobre relatório

Senador Raimundo Lira anunciou um cronograma para os trabalhos do colegiado nos próximos dias
Senador Raimundo Lira anunciou um cronograma para os trabalhos do colegiado nos próximos dias Foto : Geraldo Magela / Agência Senado / CP
O presidente da Comissão Especial do Impeachment, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), anunciou nesta terça-feira um cronograma para os trabalhos do colegiado nos próximos dias, incluindo a previsão de votação do relatório que deverá pedir o afastamento da presidente Dilma Rousseff.

Lira anunciou um pequeno adiamento no início da sessão de hoje. Como o relator da comissão, senador Antônio Anastasia (PSDB-MG), pediu um pouco mais de prazo para concluir o relatório, a reunião ficou marcada para 13h30min. A partir desse horário, ele fará a leitura do parecer e, em seguida, será concedida vista coletiva aos membros do colegiado. Não haverá lista de inscrição e nem debate previsto para após a leitura.

Na quinta-feira, a sessão começará às 10h com o advogado geral da União, José Eduardo Cardozo, apresentando as considerações finais da defesa sobre a admissibilidade do processo de impeachment. Ele terá uma hora para apresentação. Em seguida, os senadores farão suas próprias análises e debaterão o relatório apresentado no dia anterior.

A votação do relatório de Anastasia está marcada para sexta-feira. Os líderes partidários farão o encaminhamento e os senadores votarão o parecer. Não será aberta nova discussão sobre o relatório. Se aprovado, o parecer seguirá para o plenário da Casa.

Plenário

A partir da conclusão dos trabalhos da comissão, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), terá 48 horas para marcar a votação em plenário. Ele já anunciou que utilizará todo o prazo. Com isso, e contando que os prazos se referem apenas a dias úteis, a expectativa é que a votação sobre a admissibilidade do impeachment ocorra na quarta-feira.

Se o processo for admitido pelo Senado, a presidenta será imediatamente afastada por até 180 dias. Nesse período, o vice-presidente Michel Temer assumirá o governo. A comissão especial retomará o processo para iniciar a fase de instrução e emitir novo parecer. Não há prazo para que o Senado faça o julgamento final sobre o impedimento da presidente.