Lasier, que em pelo menos três ocasiões precisou afirmar que não representa os interesses da empresa RBS na disputa, perguntou a Olívio no segundo bloco do debate se ele, caso eleito, manteria a “política estatizante” que adotou quando foi prefeito de Porto Alegre e governador do Estado. Olívio, na resposta, além de defender as ações de suas gestões, comparou Lasier ao ex-governador Antônio Britto e o chamou de “puxa-saco de empresários.”
Na réplica, Lasier disse que manteria a linguagem elevada e voltou a defender o estabelecimento de parcerias público-privadas como forma de melhorar os serviços prestados pelo Estado. “Estamos vivendo numa época de economia de mercado inevitável, de altas tecnologias. O Estado está empobrecido, não tem recursos. Não temos outra saída que não fazer as parcerias público-privadas.” Olívio rebateu, dizendo que o Rio Grande do Sul tem crescimento superior ao da média do país e chamando Lasier de “nova versão do cavalo do comissário lá de 1998.”
Dividido em três blocos, o debate contou com a participação ainda de Beto Albuquerque (PSB), Simone Leite (PP), Júlio Flores (PSTU), Rubens Goldenberg (PRP) e Ciro Machado (PMN).