Política

Conselho de Ética começa a avaliar relatório que pode cassar Demóstenes

Senador preferiu não comparecer à sessão e é representado pelo seu advogado

A sessão que decidirá o futuro político do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) começou por volta das 18h30 desta segunda-feira no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado. O advogado do parlamentar Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, fará a defesa do seu cliente, que preferiu não comparecer à sessão. Segundo o advogado, o senador está “tranqüilo”, apenas preferiu não estar presente.

Depois disso, será conhecido o voto do relator, senador Humberto Costa (PT-PE). Demóstenes Torres está sendo processado com base em uma denúncia do PSOL, que indica de que ele trabalhou em conjunto com a organização criminosa que, segundo a Polícia Federal, é comandada pelo contraventor goiano Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que está preso no presídio da Papuda, em Brasília.

A votação estava marcada para ocorrer na última segunda-feira, 18 de junho, no entanto, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli determinou o adiamento da deliberação, concedendo mais prazo para a defesa do senador. Assim, a reunião serviu apenas para a leitura da parte expositiva do relatório do senador Humberto Costa (PT-PE). Nesta segunda-feira, o relator votará se houve quebra de decoro parlamentar. Depois, haverá apreciação por parte dos demais parlamentares. O voto é nominal e aberto.

Caso seja recomendada a cassação de Demóstenes Torres, o parecer do Conselho de Ética será encaminhado à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) para exame dos aspectos constitucional, legal e jurídico, o que deverá ser feito no prazo de cinco sessões ordinárias. A expectativa do relator é de que a votação no plenário aconteça antes do início do recesso parlamentar, previsto para o dia 17 de julho.

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