O advogado de Demóstenes, Antonio Carlos de Almeida Castro, apresentou na noite dessa quarta-feira a defesa preliminar do senador goiano. Kakay, como é conhecido, pediu o arquivamento da representação por, entre outras razões, ter sido baseada exclusivamente em recortes de reportagens jornalísticas, o que não valeria como prova para instruir representações por quebra de decoro. A defesa de Demóstenes também disse que as conversas telefônicas dele com o contraventor foram "manipuladas" pela Polícia Federal (PF).
O conselho marcou para o dia 3 de maio pela manhã a sessão em que o relator Humberto Costa apresentará seu parecer preliminar. Na ocasião, ele dirá se é favorável a prosseguir com a representação contra Demóstenes. Os integrantes do conselho poderão debater o texto de Costa. Cinco dias depois é que será julgado pelo conselho o futuro do senador goiano.
"Este é o cronograma que eu pretendo seguir até a data limite para apresentação do relatório preliminar", afirmou Antonio Carlos Valadares. "Nós daremos a ampla defesa e ele terá todas as condições para emitir sua opinião".
Se aceita a representação, Demóstenes responderá formalmente a processo no conselho. O colegiado poderá, durante a instrução, colher depoimentos e analisar documentos - já foi pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) cópia do inquérito do qual o senador goiano é alvo.
Ao final, o relator vai sugerir a absolvição ou uma punição contra o parlamentar - que pode chegar à cassação do mandato. A partir daí, o processo será votado pelo conselho e, depois, pelo plenário em votação secreta.