Política

Corte no Orçamento depende de ajuste fiscal na Câmara, diz líder do governo

Medidas serão anunciadas na próxima quinta-feira

O líder do governo no Congresso Nacional, senador José Pimentel (PT-CE), disse nesta segunda-feira que a dimensão dos cortes no Orçamento, que serão anunciados na próxima quinta-feira, depende do resultado das votações das medidas do ajuste fiscal. O Senado precisa votar duas medidas provisórias, a (MP) 663, que aumenta o limite de repasse da União ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e a 665, que altera as regras de concessão do seguro-desemprego e abono salarial.

Na Câmara, ainda precisam ser votados a MP 668, que aumenta as alíquotas de PIS e Cofins sobre importação, e o Projeto de Lei 863/2015, que trata da desoneração da folha de pagamento das empresas. Todas as medidas integram o ajuste fiscal do governo.

“A Câmara vota nesta semana a MP 668, que trata do PIS/Confins sobre importação, que tem um impacto, e votará também o projeto de lei que trata das desonerações, que terá um outro impacto. O fechamento (do corte) será feito. Agora, ele poderá ser maior ou menor, dependendo do resultado dessas duas votações na Câmara”, disse Pimentel, após reunião de coordenação política com a presidenta Dilma Rousseff e 13 ministros, no Palácio do Planalto.

Segundo Pimentel, apesar dos cortes, que deverão ficar entre R$ 60 bilhões e R$ 80 bilhões, o país não corre o risco de ficar parado, preocupação manifestada por outros integrantes do governo. “Está sendo feito um conjunto de medidas em torno do PAC 3, que vai alavancar também a nossa economia”, disse. “Há uma série de outras alternativas”, seguiu.

Após o anúncio do contingenciamento, na quinta-feira, e a publicação do decreto com os cortes no Diário Oficial, na sexta, o líder do governo disse que o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, irá à Comissão Mista de Orçamento no próximo dia 26 para explicar os cortes.