Em maio, Cachoeira compareceu à CPI, mas evocou o direito constitucional de permanecer em silêncio. Ele disse que só falaria na comissão após prestar depoimento à Justiça. Também foram chamadas para depor várias pessoas suspeitas de envolvimento com o grupo comandado por Cachoeira.
Na próxima terça-feira serão ouvidos os procuradores do Ministério Público Federal em Goiás Daniel Rezende Salgado e Lea Batista de Oliveira. Eles trabalham nos inquéritos relativos às operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal. Na quarta, a comissão deverá ouvir Jayme Eduardo Rincón, ex-tesoureiro da campanha de Marconi Perillo ao governo de Goiás em 2010, atualmente presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop).
O presidente CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) também informou que a Polícia do Senado não conseguiu localizar o ex-corregedor da Polícia Civil de Goiás Aredes Correia Pires, para intimá-lo. Convocado a depor nesta quarta-feira, a expectativa é de que ele possa ser ouvido também na próxima semana. Segundo a Polícia Federal, ele teria recebido um dos aparelhos de rádio Nextel distribuídos pelo contraventor goiano na tentativa de evitar grampos.
Estão mantidos para amanhã os depoimentos da sócia da Alberto & Pantoja Construções Rosely Pantoja da Silva; do ex-presidente do Departamento de Trânsito de Goiás (Detran) Edivaldo Cardoso de Paula; do ex-segurança do ex-senador Demóstenes Torres, Hillner Braga Ananias.
CPI quebra sigilo telefônico de Perillo e da mulher de Cachoeira
A CPI aprovou por unanimidade (20 votos) nesta terça-feira 33 requerimentos de quebra de sigilo, entre eles o sigilo telefônico do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e de seu irmão, Toninho Perillo, e da mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça.
Em junho, a comissão já havia quebrado os sigilos telefônico, fiscal e bancário do governador goiano. Hoje, foi aprovada a quebra de sigilo de outros números. Os sigilos telefônicos se referem a quatro telefones do governo e um do irmão de Perillo no período de 1º de janeiro de 2011 a 29 de fevereiro de 2012.
Um requerimento para quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da organização não-governamental Organização das Voluntárias de Goiás foi destacada a pedido do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) e será votado ao final. Essa entidade é comandada hoje pela primeira-dama do estado, Valéria Perillo.
Também nesse bloco há um pedido de informações para a procuradoria norte-americana sobre o banco HSBC, que está sob investigação nos Estados Unidos.