Os deputados e senadores da CPI só terão a oportunidade de ouvir o depoimento da empresária Ana Cardozo de Lorenzo, sócia da Serpes Pesquisas de Opinião e Mercado, empresa contratada na campanha de 2010 do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Essa empresa recebeu depósitos da Alberto&Pantoja, indicada pela Polícia Federal (PF) como empresa fantasma do contraventor goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
Os agentes da Polícia Legislativa não conseguiram notificar o ex-presidente do Departamento de Trânsito (Detran) de Goiás, Edivaldo Cardoso. A alegação é que ele estava em viagem. Cardoso teria sido indicado ao cargo por Cachoeira. No relatório dos policiais entregue à CPI, eles informaram que a empregada da casa de Cardoso, em Goiânia, disse que tinha ordem para nem receber nem assinar qualquer documento.
A empresária Rosely Pantoja também não foi localizada. Ela é responsável pela empresa Alberto&Pantoja. De acordo com o relatório dos policiais entregue à CPI, o irmão de Rosely, Carlos Alberto Rodrigues da Silva, informou que há dois anos não sabe o paradeiro dela.
O único a apresentar atestado médico hoje foi Joaquim Gomes Thomé Neto, que passou por um exame de cateterismo há uma semana. Ele é apontado pela PF como responsável pelas escutas clandestinas que auxiliavam o esquema comandado por Cachoeira. No atestado médico encaminhado à CPI, Neto alegou apresentar um quadro de "oscilação de pressão e tonturas sucessivas”.