A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar os processos de concessão dos blocos 1, 2 e 3 de rodovias gaúchas recém foi protocolada e os movimentos contrários já começaram. Nesta quinta-feira, quatro entidades de classe emitiram uma nota pública contrária a criação da CPI, sob argumento de que não há “delimitação clara de objeto”.
“A CPI é um instrumento excepcional, criado para investigar fatos específicos, e não para substituir espaços de debate técnico, revisar metodologias ou suprir lacunas de entendimento entre diferentes atores”, diz nota.
As entidades alegam ainda que a criação de uma comissão parlamentar de inquérito com esse foco pode resultar em prejuízos econômicos para o Estado, uma vez que diminui a confiança dos investidores, “especialmente no ano em que o Rio Grande do Sul precisa ampliar sua capacidade de atração de capital”.
Apesar disso, em nota, as entidades reconhecem que não cabe à iniciativa privada posicionar-se e respeito das concessões.
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Assinam o documento os presidentes da Federação da Agricultura do RS (Farsul), Gedeão Pereira; da Federação das Indústrias gaúchas (Fiergs), Claudio Bier; do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logístic (Setcergs), Delmar Albarello; do conselho-superior TRANSFORMA RS, Daniel Randon.